sábado, 16 de março de 2013

Meninos e meninas devem estudar juntos?



            Há uma grande polêmica quanto a esse assunto.
A os que acreditam numa diferença biológica entre os sexos e aqueles que apontam necessidades sociais distintas para eles e para elas.
Leonard Sax, médico americano afirma que meninos não escutam tão bem quanto meninas, o que exigiria um tom de scussão ganha força com as novas pesquisas que comprovam a diferença neurológica entre sexos.
Dentre os que acham que meninos e meninas devem estudar separados, há os que defendem essa idéia porquevoz diferente do professor. os garotos têm sistema visual mais afeito a perceber ações - as garotas são melhores para perceber nuances de cor.Estudos mostram que as garotas amadurecem mais cedo que garotos já a partir dos 5 anos de idade.
Já no aspecto social,defende-se as classes separadas porque as meninas, quando submetidas ao convívio
com os meninos, deixam de crescer, habituando-se errada e prematuramente à opressão da sociedade, no avesso da revolução sexual dos anos 60.
            Por outro lado há os que são contra a separação por sexo.Afirmam que o fato de os meninos prejudicarem as meninas, é mito.Segundo a Universidade de Buckingham, na Inglaterra, foi feita uma pesquisa em que se compilou dados de diversos países. Na Bélgica, alunos e alunas que estudavam juntos tiveram desempenho escolar melhor do que os que estudavam em escolas separadas- e 40% dos pais do primeiro grupo queriam por seus filhos para estudar com coleguinhas de ambos os sexos. O raciocínio da diferença neurológica de meninos e meninas- eles mais agitados, elas mais contemplativas- é atacado com virulência."Parecem nos querer dizer que os homens são mais ativos e as mulheres mais passivas", afirma Michael Younger. "O próximo passo é dizer que os homens vão para o trabalho para ganhar dinheiro e as mulheres devem ficar em casa, cuidando dos bebês".Essa linha aforma que "Separar alunos e alunas reforça estereótipos e impede qualquer inversão de comportamento.
A divisão por gênero é considerada conservadora.
Leonardo Amaya, médico, formado pela Universidade de Cartagena, professor de Ética e Psicologia da Adolescência e Infância.O professor vive na Colômbia onde pesquisa a adolescência em escolas públicas e privadas. Quando perguntando porque defende o estudo de meninas e meninos separado, ele afirmou o seguinte:"
"Não vou fazer comparações de que colégios mistos ou personalizados são melhores. O que posso afirmar é que formamos com pouca eficiência no tempo certo. Os colégios personalizados têm menos desafios porque não perdem tempo com diferenças de maturidade sexual, por exemplo. O cérebro masculino é diferente do feminino. A capacidade intelectual é a mesma. Mas as mulheres têm uma proximidade maior com a comunicação, conseguem retomar atividades exatamente do ponto onde pararam, tudo porque há diferença no córtex pré-frontal (área do cérebro que se acredita estar envolvida na tomada de decisões).
As meninas de 14 anos têm mais capacidade de desenvolvimento intelectual e de socialização se conviverem com meninas de 14 anos. Os colégios devem ficar atentos. Assim elas terão um desenvolvimento mais centrado, melhor do que se estiverem convivendo num mesmo colégios com os meninos, que têm o desenvolvimento mais lento. Não quero dizer que os colégios mistos são ruins. Mas chamar a atenção para esta questão."
Essa polêmica está longe de terminar.Acredito que as escolas não precisem ser totalmente separadas mas, mesmo as mistas precisam estar atentas às diferenças.Diferenças de interesses, não de inteligência. O importante é saber se o aluno tem maturidade suficiente para captar determinados conteúdos.
Perguntou-se ao professor Amaya se essa não seria uma forma de segregação e ele respondeu:
"Não. Segregação é coisa do século passado. As escolas eram diferentes, com outros currículos e ma­­chistas. Falo do ponto de vista de encontrar melhores resultados acadêmicos. No Brasil temos um exemplo concreto. O Colégio São Bento, no Rio de Janeiro, que esteve entre os melhores resultados obtidos no Enem. Não se trata de uma visão machista, nem de achar que a mulher tem uma capacidade inferior. Estou falando que há condições especiais."
         Concluo que a controvérsia continuará existindo mas é fato que as meninas, na maioria das vezes, amadurecem mais cedo,o que deve ser levado em consideração.


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