domingo, 21 de abril de 2013

Namoro após viuvez



Namoro após viuvez

Sentimos a necessidade de um certo recolhimento frente às perdas que a vida nos reserva. Um recolhimento para curar as feridas e refazer a vida afetiva é necessário.
O tempo desse recolhimento vai depender de cada um e haverá um momento no qual o relógio interno anunciará que uma nova fase da vida está à sua disposição(Edmilson Coelho de Oliveira-psicanalista)
Segundo a Dra Irene Maluf, para evitar frustrações e mais sofrimento, além da vontade de refazer a vida afetiva, é preciso estar em boas condições mentais, emocionais  e físicas, harmonizadas e equilibradas antes de assumir um novo relacionamento. As experiências anteriores, vividas na vida amorosa e familiar, podem determinar maior o menor dificuldade na hora de acolher um novo companheiro , mesmo porque normalmente o novo casal, mais maduro, traz à relação uma família já formada, filhos e até netos, o que exige maior compreensão e despreendimento pessoal do que pede um primeiro casamento.
Para Edmilson Coelho “a mente e o coração podem permanecer eternamente jovens, com a mesma capacidade para apaixonar-se e amar novamente, e nos tornamos mais sensíveis, poéticos, mais sonhadores e otimistas, em qualquer  idade,  e o corpo reage aos estímulos psicoemocionais, apresentando uma reação igualmente juvenil, por receber uma dosagem extra de serotonina e noradrenalina”.
Segundo a especialista Irene Maluf: “Quando ocorre a morte do cônjuge, há um rompimento expressivo, de ordem física e emocional, mais ou menos traumatizante, dependendo da história de vida de cada casal e família.A dor, os problemas que surgem na realidade de cada um podem fazer com que quem ficou viúvo se feche em si por um tempo indefinido e deixe de viver intensamente a vida, como se tivesse morrido em parte junto ao companheiro”.
Na maturidade, em especial, o encontro de um novo par acontece como se fosse um resgate dos sonhos da juventude ,  claro que com mais vantagens e menos incertezas. “A nova relação tende a ser mais doce, profunda, até mesmo pela premência de viver o tempo de vida mais intensamente . É um momento de doação maior, de prestar mais atenção ao companheiro e dividir as preocupações oriundas de uma vida que não se partilhou: filhos e netos da família anteriormente criada”, afirma Dra Irene Maluf.
      Acredito que todas essas observações cabem também no caso de separações, principalmente as mais conturbadas. Algumas pessoas, evitando repetir o sofrimento, se fecham para os novos relacionamentos.
E completa a Dra Irene: “Em geral, interessar-se por alguém traz uma lufada de alegria e renovação, de amor, esperança, que todo relacionamento na verdade deveria trazer, mas nessa fase da existência é especial, porque agora com toda a vivência já acumulada e mais maturidade, ambos podem procurar dar novos significados a cada momento da vida em comum”.


Fonte:Texto de Maria Helena Bellini-“O importante é ser feliz”.


5 comentários:

  1. Li, adorei e aprendi mais um pouquinho. Tenho a impressão que por não ter vivido a viuvez, tal experiencia que é dolorosa mesmo, mais ainda do que a separação. Só sei que a primeira coisa é tentar deletar o passado e começar a viver o presente e tentar achar a felicidade e acender de novo a vontade de viver.
    Parabéns pelo texto!
    Wilson Ferraz Veras

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  2. Acredito que valha para os separados também Wilson.Acredito que haja um tempo para digerirmos a nova situação e depois,é tocar a vida,se reinventar,ir á procura da felicidade!

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  3. Vale para os separados também, o sentimento de perda eu acho até pior. Pois mesmo a pessoa ainda estando entre nós não há a possibilidade de uma reaproximação e consequentemente fica difícil também aceitar um novo amor...

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  4. boa tarde !!!!
    fiquei viúvo a pouco mais de um ano, minha cunhada , irmã da minha esposa está viúva a pouco mais de dois meses, ela teve um casamento muito complicado, não vivia bem ,tenho uma filha de onze anos e ela dois filhos de 26 e 21 anos , começamos a conversar e trocamos alguns beijos já tem um mês,mais ela tem muito medo do que irão falar, dos filhos dos parentes ,pelo fato de sermos cunhados.
    e agora ,o que fazer estamos agindo certo??
    obrigado

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  5. E querido nos tempos atuais isso parece ser estranho.absurdo para alguns.para a família.principalmente da parte dela por ter filhos adulto
    Mas seria normal.ainda mais que já se conhecem até pela convivência que já tiveram em família.
    Espero que consigam viver esse novo momento.

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