quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

TSOUCHTES- prato típico de Mani.



Pesquisando sobre pratos da região de Mani,Messinia, Grécia, terra da minha mãe, encontrei algumas receitas muito simples mas super nutritivas.
Diz o folclore, acredito que seja verdade, que os trabalhadores do campo, para conseguirem dar cabo ao trabalho árduo e , paralelamente, nutrir a família, no início do séc. XX, criaram pratos com o que eles mesmos produziam.
Quando voltavam dos campos e queriam uma refeição fácil de cozinhar e que fosse nutritiva, rica em ingredientesde proteína e amido, a pedida era o prato chamado “Tshouchtes”. Era receita apropriada para equilibrar a falta da carne.
Trata-se de um prato à base de uma massa caseira e rústica, Midzithra( que podemos substituir por ricota seca temperada ou um queijo ralado de preferência), ovos, manteiga, azeite e sal.
Segue receita.
Ingredientes
1 pacote de macarrão caseiro
100 g de ricota seca ralada ou queijo ralado de sua preferência( quem tiver midzithra grega, melhor ainda)
4 ovos
Um pouco de azeite
Um pouco de manteiga
Sal
Modo de fazer
Ferva o macarrão com o sal.
Em uma frigideira, colocar o azeite , a manteiga e fritar os ovos.
Separadamente , refogar o queijo relado até ficar dourado.
Jogar o macarrão no queijo e mexer bem.
Na hora de servir, colocar cuidadosamente um ovo frito por cima.

Parece simples, sem graça?Não é. Fica delicioso e nutritivo!


Fonte:
https://maniatika.wordpress.com

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Antes dos filhos, já eramos alguém



Apesar de sempre ter sido uma mulher bem maternal, me pego pensando em certas colocaçoes que tenho visto entre amigas e mulheres em geral.
Adoro ser mãe e, se não tivesse gerado minha filha, com certeza teria adotado uma criança.
Isso porém não me leva a dizer que a única razão de viver é minha filha ou que não existo sem ela. Como posso ser uma boa mãe se não sou nada?
Vejo declarações do tipo: sem meus filhos nada sou, são o ar que respiro etc etc.
Sem minha filha eu sou sim uma mulher que se fortaleceu com a vida, que optou por encarar uma separação e criar sua filha sozinha e muito bem, que tenta ser uma pessoa melhor a cada dia, que se informa, que ama seus amigos, sua família, que estudou o que teve vontade e que ainda pretende continuar ativa e cheia de alegria de viver até onde a saúde  permitir ou até partir para uma outra morada. Há momentos difíceis, sim, de dor de aflições que acabam por me fortalecer.
Claro que minha filha colore minha vida, alegra minha vida e me permite direcionar meu amor mas ela mesma não cansa de repetir que não pode ser minha razão de viver e que devo pensar em mim, tocar minha vida sem me preocupar tanto com os outros.
Por causa desses posicionamentos que surgem os ditos “ninhos vazios”. Os filhos partem para estudar, para casar, para viver sozinhos e os pais caem numa depressão sem fim.
Quando dei a maior força para minha filha atravessar o mundo e fazer um intercâmbio , muita gente perguntou como eu tive coragem. Se eu amo minha filha e a crio para ser feliz , quero o melhor para ela mesmo que isso tenha que nos afastar por uns tempos.
Foi, voltou mais amadurecida, teve que se virar . Conseguiu seu objetivo que foi aprender muito bem o inglês, o que facilita sua vida.
Cada caso é um caso, eu sei, mas acredito que se as pessoas se amassem mais não dependeriam de ninguém para serem felizes. Se não forem pessoas inteiras não poderão dar algo positivo para alguém. Minha filha me ensinou que é muito pesado jogar a responsabilidade da minha felicidade nela.

Obrigada filha!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ilhas gregas, quantas são?


A Grécia tem um número muito grande de ilhas habitadas e não habitadas( ilhas, ilhotas, rochas, etc)
Dependendo da estimativa vão de 1200 a 6000.
As ilhas habitadas vão de 166 a 227.
As ilhas gregas podem ser agrupadas nas seguintes categorias:

-as ilhas de Salônica e Golfo de Salônca, perto de Atenas.
- as Cyclades, um grupo grande, ocupa a parte central do Mar Egeu.
-as ilhas do norte do Mar Egeu na costa oeste da Turquia
-o Dodecaneso, no sudeste da Ilha de Creta e da Turquia.
-as Sporades, um pequeno aglomerado de ilhas na costa de Eubéia.
-Ilhas Jônicas, localizadas a oeste do continente no Mar Jônico.
Há também muitas ilhas, ilhotas e rochas 

LISTA DAS 10 PRINCIPAIS ILHAS GREGAS POR ÁREA

A maior ilha é Creta com uma área de 8336 Km².


. Em segundo lugar vem Evia com 3655 km².

A terceira é Lesvos com 1636 km²



Quarta é a Ilha de Rhodes com uma área de 1401 km².




Quase a metade de Rhodes é a Ilha de Chios ( 842.7 km ²).


Sexta é Kefalonia (781.482km ²).



 Em seguida vem Corfu , a sétima ilha em área(585.3 km ²)

Oitava é a Ilha de Samos com 477,9 km². 



Nona é a Ilha de Lemnos com 476.2 km²


Décima em área é a Ilha de Naxos com uma área de 429,78 km².

LISTA DAS 10 ILHAS MAIS POPULOSAS
1-                   Creta-682.768 mil habitantes

2-                   Evia- 190.552 mil habitantes

3-                   Rhodes- 152.538 mil habitantes


4-                   Corfu- 112.193 mil habitantes


5-                   Lesvos-86.312 mil habitantes

6-                   Chios -51.269 mil habitantes

7-                   Kos-33.388 mil habitantes


8-                   Zakynthos- 43.384 mil habitantes



9-                   -Salamina- 38.959 mil habitantes

10-                   Kefalonia- 38.082 mil habitantes


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Stafili-gliko tou koutaliou-Doce de uvas.





Mamãe do alto dos seus 88 anos, está se recuperando de uma deficiência pulmonar e ainda usa o oxigênio.
Apesar disso, ela, já cansada de não poder fazer tudo que gosta, arranca o catéter ou carrega o oxigênio para a cozinha e inventa algo delicioso.
Hoje o dia foi do doce de uvas que na Grécia chamamos de gliko tou koutaliou Stafili.
Gliko tou koutaliou= doce que se come com colher
Stafili= uva
Facílimo de fazer e quebra um galho na hora que chega uma visita inesperada.
Na Grécia costumam ter em potes de vidro esses doces de colher de variadas frutas.
Servem num pequeno pratinho de cristal e junto acompanha um copo de água geladinha.
Receita
Ingredientes:
- 1 kg de uvas (nós usamos as Thompson por serem sem caroço)
- 500 g de açúcar
- 150 g de água
- baunilha
- suco de limão

Modo de fazer:
Lavar e enxugar as uvas.
Numa panela, colocar a água, o açúcar e a baunilha
Levar ao fogo.
Quando o “xarope” começar a ferver, acrescentar as uvas chacoalhando a panela para misturar tudo e não grudar.
Ferver por uns 10 minutos e tirar logo do fogo para que as uvas não murchem
Cobrir com um pano de prato e deixar até o dia seguinte
Colocar mais um pouco no fogo até ficar firme, denso
Ao final, acrescentar suco de limão para que não empedre o açúcar.


FONTE: sintagespareas


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

FINITUDE



Lá fui eu mais uma vez receber a aposentadoria da minha mãe, já que ela ainda está se recuperando de uma fase de “dodóis”.
Não me sinto bem indo sem ela ao meu lado, como sempre fazíamos.
Lá ia ela toda prosa, conversava com a moça do caixa, já sua amigona. Claro que já a presenteara com seus lindos cachecóis e viraram amigas.
Hoje , sentada aguardando minha vez entre os aposentados, vejo um homem um pouco mais novo do que eu, talvez, chegando com o pai, em passos lentos.
Me chamou a atenção pois ele vinha super carinhoso perguntando: “-Está tudo bem”? enquanto acariciava o pai que parecia adoentado, debilitado.
Daí aquilo tudo bateu em mim feito uma pedra imensa. Veio a lembrança do meu pai na fase debilitada, a lembrança dessa fase que vivo com a mamãe em recuperação . Meio que desmontei. Eles se sentaram atrás de mim e o filho dizia: “-Puxa pai, que legal, hoje o senhor já tomou banho, fez a barba, tomou seu café...”.Enquanto falava , passava a mão na cabeça do pai com muito carinho.
Sorte que eu estava de óculos porque as lágrimas rolaram e percebi que nunca estamos prontos para a finitude. Nossos entes queridos nos parecem eternos.
Nessa hora tento me conformar acreditando na vida eterna, em outras vidas, e em tudo que me dê uma esperança de “Infinitude”.

Difícil termos que nos bastar emocionalmente...

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O açafrão de Kozani



Também chamado de tesouro da terra grega, o açafrão é uma das especiarias mais amadas e apreciadas pelas civilizações antigas. Tem propriedades aromáticas, farmacêuticas, afrodisíacas e uma cor ímpar.
Cleópatra fazia uso do açafrão entre seus cosméticos, os antigos fenícios o ofereciam à deusa Astarte, Homero citou-o em seus escritos e aparece também no Antigo Testamento.
Sua história na Moderna história grega começa quando os comerciantes de Kozani(região no norte da Grécia) traziam o açafrão da Áustria no século XVII.
Durante 300 anos o açafrão foi cultivado e cresceu sob o sol da Macedônia, em uma área que inclui várias pequenas vilas de Kozani.
Os residentes locais plantavam açafrão a cada verão e, quando chegava o outono, colhiam com as mãos as partículas preciosas da bonita flor e as drenavam cuidadosamente até obter filamentos vermelhos profundos.

O açafrão grego tem a melhor qualidade mundialmente falando. É chamado de “ a flor da cozinha mediterrânea”.





fonte:www.visitgreece.gr

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Os oásis em Atenas


         Entre prédios, ruas apertadas e quase sem verde, Atenas nos surpreende com verdadeiros oásis. São quintais com árvores, parreiras, plantas que dão frescor e aconchego, transformados em simpáticas tavernas. Os gregos chamam de AVLES = quintais.
          No verão são as tavernas mais frequentadas.
          Pesquisem, investiguem e descubram esses oásis que costumam nos presentear com deliciosos mezedes ( petiscos), pratos saborosos acompanhados de ouzo ( nosso aperitivo mais conhecido) e vinhos caseiros entre outros.
         Não citarei nomes mas posto algumas fotos para que tenham idéia.







Fonte das fotos: olivemagazine.gr