segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Ilhas gregas, quantas são?


A Grécia tem um número muito grande de ilhas habitadas e não habitadas( ilhas, ilhotas, rochas, etc)
Dependendo da estimativa vão de 1200 a 6000.
As ilhas habitadas vão de 166 a 227.
As ilhas gregas podem ser agrupadas nas seguintes categorias:

-as ilhas de Salônica e Golfo de Salônca, perto de Atenas.
- as Cyclades, um grupo grande, ocupa a parte central do Mar Egeu.
-as ilhas do norte do Mar Egeu na costa oeste da Turquia
-o Dodecaneso, no sudeste da Ilha de Creta e da Turquia.
-as Sporades, um pequeno aglomerado de ilhas na costa de Eubéia.
-Ilhas Jônicas, localizadas a oeste do continente no Mar Jônico.
Há também muitas ilhas, ilhotas e rochas 

LISTA DAS 10 PRINCIPAIS ILHAS GREGAS POR ÁREA

A maior ilha é Creta com uma área de 8336 Km².


. Em segundo lugar vem Evia com 3655 km².

A terceira é Lesvos com 1636 km²



Quarta é a Ilha de Rhodes com uma área de 1401 km².




Quase a metade de Rhodes é a Ilha de Chios ( 842.7 km ²).


Sexta é Kefalonia (781.482km ²).



 Em seguida vem Corfu , a sétima ilha em área(585.3 km ²)

Oitava é a Ilha de Samos com 477,9 km². 



Nona é a Ilha de Lemnos com 476.2 km²


Décima em área é a Ilha de Naxos com uma área de 429,78 km².

LISTA DAS 10 ILHAS MAIS POPULOSAS
1-                   Creta-682.768 mil habitantes

2-                   Evia- 190.552 mil habitantes

3-                   Rhodes- 152.538 mil habitantes


4-                   Corfu- 112.193 mil habitantes


5-                   Lesvos-86.312 mil habitantes

6-                   Chios -51.269 mil habitantes

7-                   Kos-33.388 mil habitantes


8-                   Zakynthos- 43.384 mil habitantes



9-                   -Salamina- 38.959 mil habitantes

10-                   Kefalonia- 38.082 mil habitantes


terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Stafili-gliko tou koutaliou-Doce de uvas.





Mamãe do alto dos seus 88 anos, está se recuperando de uma deficiência pulmonar e ainda usa o oxigênio.
Apesar disso, ela, já cansada de não poder fazer tudo que gosta, arranca o catéter ou carrega o oxigênio para a cozinha e inventa algo delicioso.
Hoje o dia foi do doce de uvas que na Grécia chamamos de gliko tou koutaliou Stafili.
Gliko tou koutaliou= doce que se come com colher
Stafili= uva
Facílimo de fazer e quebra um galho na hora que chega uma visita inesperada.
Na Grécia costumam ter em potes de vidro esses doces de colher de variadas frutas.
Servem num pequeno pratinho de cristal e junto acompanha um copo de água geladinha.
Receita
Ingredientes:
- 1 kg de uvas (nós usamos as Thompson por serem sem caroço)
- 500 g de açúcar
- 150 g de água
- baunilha
- suco de limão

Modo de fazer:
Lavar e enxugar as uvas.
Numa panela, colocar a água, o açúcar e a baunilha
Levar ao fogo.
Quando o “xarope” começar a ferver, acrescentar as uvas chacoalhando a panela para misturar tudo e não grudar.
Ferver por uns 10 minutos e tirar logo do fogo para que as uvas não murchem
Cobrir com um pano de prato e deixar até o dia seguinte
Colocar mais um pouco no fogo até ficar firme, denso
Ao final, acrescentar suco de limão para que não empedre o açúcar.


FONTE: sintagespareas


sexta-feira, 11 de novembro de 2016

FINITUDE



Lá fui eu mais uma vez receber a aposentadoria da minha mãe, já que ela ainda está se recuperando de uma fase de “dodóis”.
Não me sinto bem indo sem ela ao meu lado, como sempre fazíamos.
Lá ia ela toda prosa, conversava com a moça do caixa, já sua amigona. Claro que já a presenteara com seus lindos cachecóis e viraram amigas.
Hoje , sentada aguardando minha vez entre os aposentados, vejo um homem um pouco mais novo do que eu, talvez, chegando com o pai, em passos lentos.
Me chamou a atenção pois ele vinha super carinhoso perguntando: “-Está tudo bem”? enquanto acariciava o pai que parecia adoentado, debilitado.
Daí aquilo tudo bateu em mim feito uma pedra imensa. Veio a lembrança do meu pai na fase debilitada, a lembrança dessa fase que vivo com a mamãe em recuperação . Meio que desmontei. Eles se sentaram atrás de mim e o filho dizia: “-Puxa pai, que legal, hoje o senhor já tomou banho, fez a barba, tomou seu café...”.Enquanto falava , passava a mão na cabeça do pai com muito carinho.
Sorte que eu estava de óculos porque as lágrimas rolaram e percebi que nunca estamos prontos para a finitude. Nossos entes queridos nos parecem eternos.
Nessa hora tento me conformar acreditando na vida eterna, em outras vidas, e em tudo que me dê uma esperança de “Infinitude”.

Difícil termos que nos bastar emocionalmente...

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O açafrão de Kozani



Também chamado de tesouro da terra grega, o açafrão é uma das especiarias mais amadas e apreciadas pelas civilizações antigas. Tem propriedades aromáticas, farmacêuticas, afrodisíacas e uma cor ímpar.
Cleópatra fazia uso do açafrão entre seus cosméticos, os antigos fenícios o ofereciam à deusa Astarte, Homero citou-o em seus escritos e aparece também no Antigo Testamento.
Sua história na Moderna história grega começa quando os comerciantes de Kozani(região no norte da Grécia) traziam o açafrão da Áustria no século XVII.
Durante 300 anos o açafrão foi cultivado e cresceu sob o sol da Macedônia, em uma área que inclui várias pequenas vilas de Kozani.
Os residentes locais plantavam açafrão a cada verão e, quando chegava o outono, colhiam com as mãos as partículas preciosas da bonita flor e as drenavam cuidadosamente até obter filamentos vermelhos profundos.

O açafrão grego tem a melhor qualidade mundialmente falando. É chamado de “ a flor da cozinha mediterrânea”.





fonte:www.visitgreece.gr

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Os oásis em Atenas


         Entre prédios, ruas apertadas e quase sem verde, Atenas nos surpreende com verdadeiros oásis. São quintais com árvores, parreiras, plantas que dão frescor e aconchego, transformados em simpáticas tavernas. Os gregos chamam de AVLES = quintais.
          No verão são as tavernas mais frequentadas.
          Pesquisem, investiguem e descubram esses oásis que costumam nos presentear com deliciosos mezedes ( petiscos), pratos saborosos acompanhados de ouzo ( nosso aperitivo mais conhecido) e vinhos caseiros entre outros.
         Não citarei nomes mas posto algumas fotos para que tenham idéia.







Fonte das fotos: olivemagazine.gr

sábado, 1 de outubro de 2016

PROTI, ilha dos piratas em Messinia






Trata-se de uma linda ilhota em frente à Gargagliani e à cidadizinha da minha família paterna, Marathopolis.
A origem do nome “Proti” vem do deus Proteus, filho de Poseidon.
Trata-se de uma ilha situada no mar Jônico, pertencente administrativamente à Gargagliani, que por sua vez faz parte do município de Trifilia, unidade regional da Messinia e da região de Peloponeso.
Situa-se a 1,2 Km da costa de Marathopolis e não tem nascente nem poços de água. É usada para pastorear ovelhas.Tem vestígios arqueológicos e o mosteiro da Assunção de Gorgopigi, situado a norte da praia de Vurlias, que é o detsino deee uma romaria popilar nos dias 15 e 23 de agosto.
O valor arqueológico dá-se à existência de ruínas de uma acrópole com muralhas e um torrão circular do período  micênico( 1600-1100 a.C) ou pré- clássico..
No sítio arqueológico de Grammeno, encontram-se cerca de 30 inscrições das épocas pós- clássicas, romana e bizantina, com petições para viagens seguras, provenientes dos viajantes que ali estiveram com seus navios durante tempestades que pediam proteção dos deuses para prosseguirem suas viagens em segurança.
A igreja lá existente é dedicada a Nossa Senhora e foi construída sobre um antigo templo dedicado a Ártemis.
A ilha de Proti foi mencionada por Tucídides(séc. V a.C), que a descreveu como uma ilha deserta e como local onde uma frota ateniense de 50 navios provenientes das ilha de Zakinthos, ancorou temporariamente durante uma noite, durante o sétimo ano da Guerra de Peloponeso( 434-401 a.C). No dia seguinte a frota derrotou os espartanos em Pilos.
De acordo com a tradição local, a ilha foi uma base naval e um refúgio de piratas, cruzados e serracenos, que ali teriam escondido tesouros. O pirata mais célebre a usar essa ilha foi Mania tis Katoulias.
Para mim essa ilha tem um grande valor sentimental  porque me remete a muitas histórias contadas pelo meu pai.
Dizia que na hora em qua a cidade toda ia descansar após o almoço, hábito dos europeus em geral, as crianças corriam  para o mar. Meu pai dizia que pegava a tina de madeira, onde minha avó lavava roupas e a usava como barquinho. Muitas vezes iam até a ilha de Proti.
A minha avó escondia as roupas do meu pai para que ele não saísse mas, para que roupas?, ele saia nú mesmo. Duro era voltar antes que a cidade despertasse e entrar pé ante pé para não ser surpreendido pelos pais.

Hoje , essa ilha  é frequentada por turistas e pessoal da região por ter uma prainha maravilhosa, de águas límpidas e um cenário de tirar o fôlego.

Agora minha missão é levar as cinzas do meu pai e deixá-las entre Marathopolis e a Ilha de Proti, mar onde ele tantas vezes nadou e que ele amava muito.













segunda-feira, 26 de setembro de 2016

PETIMEZI- melaço feito de uvas





Petimezi-características e receita

Trata-se de uma espécie de xarope  viscoso(melaço) feito através da fervura do mosto de uvas.
Na Grécia as famílias costumam preparar e armazenar em vidros para ir consumindo durante o ano.
Não contém conservantes, corantes ou açúcar.  Pode ser mantido durante muito tempo sem refrigeração.
Reúne vários ingredientes terapêuticos da uva.
Pode ser consumido pela manhã em pequena quantidade para dar mais energia: excelente fonte de ferro que ajuda na anemia, faz bem para garganta, tem função calmante e até é um anti-depressivo.
Na culinária é usado para marinar, para temperar saladas com molhos agridoces e alguns molhos.
Também usado nas confeitarias para adoçar, nos iogurtes, para fazer xaropes que são usados nas nossas deliciosas Tiganites(espécie de bolinhos de chuva).
Trata-se de um elixir viscoso escuro que tem adoçado o palador do homem  através dos anos.
Esse melaço é feito por fervura de uvas. É encontrado em várias regiões da Grécia, onde as pessoas produzem seu próprio vinho
Na cozinha moderna, o petimezi , antigo adoçante, teve um renascimento. Seu uso se estende
Além do reino da pastelaria , em pratos com carne, peixes e vegetais.
Esse melaço age como conservante na cozinha rústica, especialmente em doces de berinjela e abóbora. O xarope também é adicionado ao pão torrado e em panquecas.

Para fazermos dois litros de petimezi, precisamos de 5 litros do mosto de uvas e pão amanhecido.
Colocamos o mosto numa panela grande e adicionamos o pão.
Deixamos em fogo bem baixo. Quando começar a ferver, retiramos essa espuma da fervura superior com uma colher grande e jogamos fora. Repetimos isso até os 5 litros se tornarem dois.
Surgirá uma mistura viscosa e pegajosa com uma densidade semelhante ao mel.
Deixe esfriar na panela e depois armazene em potes de vidro, guardando-os em local fresco e escuro.



FONTE: Allotropon.gr.