sábado, 2 de janeiro de 2016

kataifi com amêndoas





Trata-se  de uma espécie de pastéis  desfiados
São muito consumidos por povos árabes e também pelos gregos que foram influenciados pela culinária turca.
Encontrei uma boa receita no Livro Essencial da Cozinha Mediterrânea, que transcrevo abaixo.

Ingredientes para 40 unidades
Essa receita usa a massa kataifi que pode ser encontrada pronta, provavelmente em empórios árabes. Passarei um vídeo super curioso de como é feita essa massa. Isso os fará compra-la pronta rsrs.





- 500 g de massa kataifi
- 250 g de manteiga sem sal, derretida
- 1 copo (125 g) de pistaches moídos
- 2 copos ( 230 g de amêndoas moídas)
- 2 ½ copos (625 g) de açúcar refinado
- 1 colher de chá de canela moída
- 1/4 de colher de chá de cravos-da-índia moídos
- 1 colher de sopa de brande
- 1 clara de ovo
- 1 colher de chá de sumo de limão
- 5 cm de uma tira de casca de limão
- 4 cravos -da –índia
- 1 pau de canela
- 1 colher de sopa de mel

Modo de fazer:
Deixe que a massa Kataifi fique à temperatura ambiente, ainda embalada. Este procedimento vai demorar por volta de 2 horas e facilitará a utilização da massa.
Aqueça o forno a 170 graus celcius. Pincele uma forma ou uma travessa própria para forno com 20 X 30 cm com um pouco de manteiga derretida.
Coloque as nozes numa tijela com ½ copo de açúcar refinado, a canela moída, cravos-da-índia e o brande.
Bata levemente a clara do ovo com um garfo e adicione à mistura. Mexa até fazer uma pasta. Divida a mistura em 8 porções  e molde cada uma em forma de salsicha com cerca de 18 cm
de comprimento.
Pegue uma pequena porção de cordões de massa e espalhe-os de modo a ficarem compactos entre eles, virados para si em comprimento. A massa deve medir 25 X 18 cm.
Pincele a massa com manteiga derretida. Coloque uma salsicha de amêndoa ditada ao longo da ponta da massa mais perto de si e enrole até obter a forma de uma salsicha bem definida.
Repita com as outras porções de massa.
Aproxime os rolos uns dos outros na forma e pincele-os novamente com manteiga derretida.
Deixe-os cozer durante 50 minutos, ou até apresentarem uma cor castanho-dourada.
Estão os pastéis estiverem no forno, coloque o açúcar que restou numa pequena caçarola com 2 copos(500 ml) de água e mexa em fogo fraco at´ficar dissolvido.
Acrescente o sumo do limão, casca de laranja, cravos-da-índia e canela, deixando os ingredientes ferverem juntos durante 1º minutos. Adicione e mexa o mel e em seguida deixe esfriar.
Qiando tirar os pastéis do forno, regue o xarope sobre os mesmos. Deixe-os arrefecer por completo antes de cortar cada rolo em 5 pedaços..
Observação: É importante que o xarope esteja frio e o kataifi quente para que haja absorção.
Esses pastéis , se tampados, duram até uma semana.
 Não devem ser colocados na geladeira


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

GEMISTA- Tomates e pimentões recheados



Nas casas gregas, esse é um prato quase obrigatório e muito amado.
Podemos rechear os tomates , tipo caqui, pimentões, berinjelas e abobrinhas e acompanhar com batatas.
Na Grécia as donas de casa costumam perguntar umas às outras: “Ti tha exete fagito simera”?
( o que terão de comida hoje?). Quando a resposta for “gemista”, saibam que trata-se de tomates, pimentões  e até abobrinhas e berinjelas recheados.
Geralmente são tomates e pimentões com o complemento das batatas ao forno.
Em minha casa preferimos o recheio apenas de arroz, sem carne moída. Fica bem mais leve e saboroso.
Essa receita que passarei a vocês.
Ingredientes- Para 6 pessoas
-8 tomates grandes ( os do tipo caqui são perfeitos)
-4 pimentões verdes grandes
-1 xícara de chá de arroz
-2 cebolas médias
-1 ½ xícara de chá de azeite
-1 lata de tomates pelados
-4 a 5 batatas
- opcional-1/2 xícara de chá de passas claras ou escuras
-um pouco de amêndoas em casca( opcional)
-um pouco de salsinha
-2 colherinhas de sobremesa de sal
-pimenta e pouco açúcar

Modo de fazer
Lavar os tomates e abri-las do lado de cima com uma faquinha afiada. Retirar com uma colher o miolo dos tomates e passar um pouco de sal e açúcar nos tomates por fora. Lavar e abrir os pimentões.
Em uma panela, colocar um pouco de azeite, aquecer e adicionar as cebolas picadas, a seguir o arroz e os miolos dos tomates previamente passados pela peneira. Deixar cozinhar por uns 5 minutos e adicionar um pouco de água ( 1 xícara de chá). Deixar cozinhar por 30 minutos mais ou menos. Tirar a panela do fogo, adicionar a salsinha, as amêndoas e as passas, temperando com sal e pimenta a gosto. Cortar as batatas descascadas em pedaços grandes. Pegar uma forma grande, colocar um a um os tomates e os pimentões. Nos espações adicionar as batatas.Regar com o restante do azeite, os tomatinhos picados e 2 xícaras de chá de água. Assar em forno médio por uma hora e meia mais ou menos. Esse prato come-se tanto quente quanto frio!

Pode ser acompanhado por queijo feta!

Abaixo foto de gemista também com berinjelas e abobrinhas. Seguir o mesmo esquema dos tomates e pimentões.




sábado, 12 de dezembro de 2015

Kouloura de Zakinthos- Rosca(pão) da ilha de Zakinthos




Na Ilha de Zakinthos, persiste um costume em ocasião de algumas comemorações.
Às vésperas do Natal, os habitantes da ilha costumam fazer roscas chamadas  Kouloura Zakinthou, ou seja rosca de Zakinthos.
Devido ao jejum pré natal, as roscas são previamente preparadas pela donas de casa, de modo peculiar, em recipientes de madeira, usando farinha de muito boa qualidade, variadas ervas, bastante nozes,passas, vinho e azeite.Tudo isso se tranforma num delicioso pão aromatizado.
É colocado no interior do pão uma moeda. Enfeitam o pão por fora usando a própria massa. Assam em forno de lenha e o conservam quente até a hora da reunião familiar.Isso acontece na véspera do Natal, à tarde, tendo no centro da mea esse pão especial(kouloura), uma jarra de vinho tinto e os pratos que servirão para o jantar com alimentos próprios para o jejum.
Ingredientes
- 1 kg de farinha
-3 sachês de levedura. Se a panela for pequena coloque, 2  e ½
-1/2 a 1 copo de água quente
-2 xícaras de vinho tinto aquecido. Se o vinho for muito forte, usem 1 xícara apenas.
-1/2 xícara de azeite
-1 xícara de passas pretas
-1 xícara de passas clara
-1 xícara de nozes picadas
-1 xícara de açúcar
-raspas de casca de laranja
-raspas de casca de mexerica
-1 pitada de sal
-2 colherinhas de canela
¼ de colher de cravos
-1 colher der chá de anis

Para decoração
-sementes de gergelim, castanhas, açúcar
Modo de fazer:
Numa tijela grande misture a farinha com a levedura. Adicione o vinho tinto e adicione a água morna, para que a massa não grude nas mãos.
Deixar em local aquecido, perto de algum aquecedor ou no forno mesmo  à 50 graus ou até envolvido em um cobertorzinho por uma hora para crescer a massa.
Em seguida adicionar o restante dos ingredientes. Amasse bem . Deixe descansar por mais meia hora.

Colocar a mistura numa forma  redonda e assar em forno á 180-190 graus por uma hora e 15 mns mais ou menos.Mergulhe uma faca para ver se assou. Quando tirar do forno, deixar esfrirar completamente para depois pincelá-lo com o azeite de oliva ou mel e acrescentar o açúcar, castanhas ou qualquer outro ingrediente que desejarmos. Depois diluir uma colher de sopa de mel em água e pincelar. Por fim, polvilhar com açúcar.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

LAKE TEKAPO - NOVA ZELÂNDIA







           Desde que minha filha Katherine foi fazer um intercâmbio na Nova Zelândia, seu sonho maior era conhecer Lake Tekapo . Ama as estrelas e soube que lá poderia vislumbrar um dos céus mais estrelados do mundo.
Isso também me aguçou a curiosidade. Resolvi conhecer esse país mágico e organizado e fui com mais uma amiga para essa aventura de horas e horas de vôo, para o outro lado do mundo.
          Lá tudo acontece antes já que , pelo fuso horário, estão 15 horas à nossa frente.
Kathe estava certa! Entre tantos lugares mágicos que conhecemos,  Lake Tekapo , para mim, ganhou disparado em beleza, paz, magia.
          Trata-se de um local pitoresco de dia e deslumbrante à noite. Lake Tekapo faz parte do “ UNESCO Dark Sky  Reserve”, tornando-o o local perfeito para observar as estrelas.
Lá fica o Mt John Observatory ,escolhido como o melhor por ter noites claras durante quase todo o ano e atmosfera estável e transparente.






          Lake Tekapo fica a três horas de carro da cidade de Christchurch, na Bacia de Mackenzie.
O lago é de um azul turquesa intenso e ,ao longe ,se avistam as montanhas dos Alpes do Sul.
Às margens do lago avistamos a famosa “ Church of the Good Shepard” (Igreja do Bom Pastor), de cuja janela atrás do altar, se avistam os Alpes do Sul além do Lago. Nessa igrejinha ainda são feitos cultos , casamentos e é local muito explorado para fotos.



          Historicamente, as primeiras pessoas a viverem na Bacia de Mackenzie foram ao Maoris. Lá eles pescavam, faziam suas ferramentes com as pedras, caçavam pássaros e acampavam ao longo do Lago Tekapo.
          Até 1800 era local desconhecido até que um pastor escocês chamado Jock Mackenzie foi preso por roubar ovelhas. Foi  nessa região que ele se aventurou para esconder  o rebanho que roubara.
          A população é de apenas 320 habitantes fixos. Um verdadeiro paraíso para quem está em busca de paz e de uma natureza deslumbrante.
          Para nós, esse local pareceu um paraíso. Ficamos horas às margens do lago, todo cercado de lupins (flores de tons entre lilases, rosas e roxos). As águas límpidas em tom turquesa  e, ao longe ,
os Alpes do Sul nevados... Ainda podíamos ver uns coelhinhos saltarem entre as pedras.

          Se alguém tiver a coragem de atravessar esse mundão e chegar até lá, não se arrependerá!


  

  








quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Salada de batatas com iogurte




Trata-se de uma receita muito usada na região do Peloponeso , Grécia.
Simples e deliciosa.

Ingredientes:
1 kg de batatas pequenas
2 cebolas  verdes
1 colher de sopa de manteiga suave
1 colher de sopa de orégano
½ xícara de iogurte natural
1 colher de sopa de mostarda
Azeite extra virgem
Sal
Pimenta

Modo de fazer:
Ferva as batatas em água e sal
Corte as batatinhas em duas partes
Acrescente a manteiga e misture bem
Adicione o iogurte, a mostarda, as cebolinhas verdes e tempere com sal e pimenta

Ao final  adicione o azeite e enfeite com orégano fresco, se tiver.

Fonte:The Cooking Odissey

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Contando os banhos de mar.


Estamos terminando o mês de Setembro e, na Grécia, terminando também o verão!
O mar faz parte da vida dos gregos em geral.
Na temporada de verão, grande parte das famílias se dirigem às suas casas de campo e praia.
Os que permanecem na zona urbana , muitas vezes, dispõe de ônibus da prefeitura local, que os leva para a praia diariamente, durante o verão. O pessoal da dita “terceira idade”, não perde seus banhos de mar diários porque considera  algo terapêutico. Quanto mais banhos de mar no verão, melhor passarão o inverno , sem as dores reumáticas principalmente.
Lembro-me que ,quando me hospedava em casa de uma tia em Atenas, ela vivia contando os banhos de mar que tomara. Percebi então, que todos os gregos têm o hábito de contar os banhos de mar.
Você ouve dizerem com toda alegria: “-Tomei 25 banhos de mar até agora!”, “-Tomei  32” e, por aí adiante.
Mesmo os jovens, com costumes mais modernos, ainda falam no número de banhos que tomaram.
 No último verão que estive em Kalamata, diariamente costumava frequentar a praia em frente o Hotel Filoxenia.
Quando eu e minha filha chegávamos, já encontrávamos aquelas dezenas de cabecinhas, sempre protegidas com chapéus e bonés, espalhadas pela praia ou lá no meio do mar, se deliciando e papeando .
O ônibus local os deixa cedo na praia e os busca no horário do almoço.
Claro que eles vêm munidos dos seus lanchinhos para não gastar muito na lanchonete da praia
Se quiserem cadeiras e guarda-sóis, basta pagar uns 3 euros e os terão com todo conforto como se fossem hóspedes do hotel.
Fato engraçado é que eles não vêm já vestidos com seus trajes de banho ou, se vêm, após saírem do mar , na hora de voltar para casa, se enrolam em toalhas e se trocam na maior folga, sem pudores.
Adoro isso. Gente que vive a vida do jeito que dá mas sempre tirando o melhor: os banhos de mar em companhia dos amigos, os bate –papos, a troca de lanchinhos e bebidinhas , o que os leva a uma vida mais saudável.



Ficam horas papeando no mar!















Serviço de praia sem discriminação








Variedade de petiscos


                                                                                                                                                                         
E lá vai a turma para seu banho de mar número ????

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Grécia vista por Ignácio de Loyola Brandão


Há algum tempo atrás li um texto do Ignácio de Loyola Brandão sobre minha querida Grécia, em tempos de crise.
Pensei que só nós, os amantes dessa terra, por sermos gregos ou descendentes, tivéssemos um olhar carinhoso e um orgulho mais do que justificado por nossas raízes.
Deparei-me com um texto tão emocionante, tocante que resolvi passar para os que ainda não leram.
Trata-se de um olhar de alguém com cultura e sensibilidade e que soube, mesmo em épocas de crise, vislumbrar o espírito grego.
Eu confesso que me envergonho por não conhecer mitologia grega mas prometo que farei um curso logo que possível.
Trata-se de um texto meio longo mas imperdível!O autor sabe escrever, sabe nos tranportar para onde se situa, para tudo que viu e sentiu.Obrigada Loyola Brandão.

Segue texto na íntegra:
"Chegamos ao olho do furacão, em "plena crise"grega. Que hora de ir para a Grécia, nos diziam as pessoas. O povo está nas ruas revoltado, vocês são loucos! Chegamos  num domingo à tarde e encontramos realmente o povo nas ruas. Aqui, no bairro de Plaka, à sombra da Acrópole, o povo estava por toda a parte, sentado nos bares, passeando, comendo e bebendo, conversando e aproveitando uma bela tarde de sol, sob um céu profundamente azul. E ainda estamos na baixa estação, daqui a pouco vai ferver. Claro, há uma crise, há apreensão, vai haver uma nova eleição, a Alemanha pressiona a Europa para tirar a Grécia da zona do euro, o que trará problemas econômicoa e de desemprego.Logo a Alemanha, dizem os gregos, que enriqueceu com a adoção do euro?

Plaka , bairro central, é silencioso como uma aldeia, com melros que cantam nos telhados e nas árvores. Terminamos o dia com o mesmo ritual do terraço da casa de renato Assumpção Faria, ministro conselheiro da embaixada do Brasil, amigo de longo tempo. E, claro, araraquarense de boa cepa, ele e Márcia cresceram juntos, vizinhos parede-meia.Sentamo-nos de frente para a Acrópole que se ergue à nossa frente, quase como se estivesse dentro de casa, copos de vinho branco na mão, ou uma tacinha de tsipouros, a grapa grega, cercadsos por vasilhas de diferentes tipos de azeitonas.
Ah, as azeitonas gregas! A sólida, imensa rocha onde se situa o Paternon, vai mudando de cor à medida que a noite desce e as luzes começam a acender, acentuando relevos e mistérios e emocionando quase às lágrimas. Porque sabemos estar diante do mais  da célebre monumento da civilização ocidental, com seus 2.500 anos de história, filosofia, pensamento, democracia. Aqui se criou tudo. Aqui o homem se pensou.
Subimos à Acrópole por longas rampas. Caminhada de horas. A visão que se tem do alto é de 360 graus. Como se pudéssemos ver a Grécia inteira. Parte dos tesouros arqueológicos do Partenon foi levada para o estrangeiro, principalmente para a Inglaterra, por Lord Elgin. Bem que Melina Mercouri, quando foi ministra da Cultura, tentou reaver. Quem disse? A história do mundo, da antiguidade até hoje, é feita de destruições, saques, pilhagens. Estou queimado pelo sol grego. Todas as aulas de história nos vêm à cabeça, sem contar que Renato Faria sabe tudo, conhece tudo,
Um daqueles poucos diplomatas que se enfronham na história do país em que está servindo. Também, mitologia grega é a fascinação, a criatividade. Atenas, que ta mbém conhecemos como Minerva, nasceu da cabeça de Zeus. Pronta, como escudo, lança e tudo mais. Deusa da sabedoria, da guerra, da ciência. De olhos verde-azulados. Virgem.
Antonio Maggialetti, formado em letras francesas em Pavia, que a cada dia entra na cozinha e prepara uma lasanha de alcachofras, ou um rigatoni com molho de linguiça italiana, segundo uma receita de bari, conectou-se à internet e programpu nossa viagem a duas ilhas, Myconos e Santorini. Tínhamos de escolher, começamos por Cyclades. A viagem de avião entre Atenas e Myconos dura 25 minutos. A viagem de barco entre Myconos e Santorini dura 3 horas pelo Flying Cat, veloz. Depois conto nossa aventura pelo Mar Egeu, nesse barco, com uma tempestade na cabeça. Imagino o que Ulisses passou naquelas frágeis embarcações. Myconos precisa ser visitada antes que as turbas de turistas dos cruzeiros (que descem, passeiam, olham e não gastam um euro) cheguem. Então-e esta foi uma época perfeita-, pode-se caminhar tranquilamente pelo labirinto de ruas brancas, com portas e janelas coloridas. Nosso hotel, o Madalena, ficava numa elevação, acima do porto velho, como uma vista a perder de vista, como dizem no interior. Contemplando o Egeu verde-azulado, com osolhos de Atenas.

Hotel Madalena-Myconos


Um barco sai pela manhã para ilha de Delos, essencial. Pois ali nasceu Apolo, o mais belo homem do mundo antigo, deus das artes, da música e da fortuna. Nasceu de Leto e Zeus e seu parto foi dramático, porque Hera, mulher de Zeus, enraivecida pela "traição", proibiu que todos a brigassem Leto.Finalmente, em Delos, uma ilha que vagava pelo mar, e era invisível, Leto deu á luz Apolo. No mesmo momento, cadeias de diamantes prenderam a ilha ao fundo do mar e ela se tornou invisível. O que era i-dilos (não visível) tornou-se Dilos(visível). Os deuses gregos tinham tudo de humanos, paixões, amores, ciúmes, traições, raiva, vingança, bondade. Se querem um conselho(pode parecer tolo, mas enfim), venham para a Grécia depois de ler mitologia. Na volta, prometo reler a Odisséia e a Ilíada. Estarei fazendo ao contrário, mas levarei comigo, para sempre, esta visão da Acrópole que fecha cada dia nosso.


Delos                                                                                               

           
                                                                                                            Apolo


Terra do iogurte com mel. Nunca provei igual, nem provarei, a não ser aqui, quando voltar. Terra de peixes, lulas, polvos, anchovas, carneiros, leitões, coelhos (come-se muito, deliciosos), queijo feta, queijos variados, tomates suculentos, alho, alecrim, azeitonas,(foi Atenas, a deusa, que criou a azeirona, base da civilização mediterrânea), favas, pimentões, pepinos que brilham de tão verdes e saborosos, laranjas sanguíneas que nos dão um suco rubro e doce. Tudo regado com o elixir da Grécia, o azeite de oliva. E ainda vou falar de Santorini( de perder o fôlego), De Sunio, do pôr de sol, da lua crescente. Vou contar como nasceu o croissant que todos imaginam ser francês, mas não é.
Nessa hora, agradeço a Monteiro Lobato por "Os Doze Trabalhos de Hércules", livro que li e reli na infância. No fundo, preparou meu espírito para desfrutar o que estou percorrendo. Incrível, mas na verdade, o que se gravou lá atrás fica. E daquio, deste modesto canto de jornal, faço um apelo:pare com isso, Europa;pare com isso , Alemanha. Deixem a Grécia em paz com seus deuses, suas ilhas, seus mares verdes e azuis, suas oliveiras, seus vinhos, seu iogurte inigualável. Tudo começou aqui, deixem continuar. A vida é alegria! Viva Dionísio e Baco(e aqui cito noss, e viva o Zé Celso Martinez), viva Afrodite (Vênus), viva Hermes (Mercúrio), patrono de todos nós, viajantes, e viva Hestia(Vesta), a virgem, protetora dos corações e da luz.