quinta-feira, 28 de maio de 2026

BOUGIOURDI- Aperitivo grego de feta assada

 

Receita onde o queijo feta é a estrela!

Feta dourada misturada com tomates maduros, pimentão doce, orégano aromático e um toque de pimenta vermelha picante.
Tudo assado até ficar borbulhante e perfeito!
A essa delícia dá-se o nome de "BOUGIOURDI".
Trata-se de um prato fácil de preparar com ingredientes fáceis de encontrar. Em quarenta minutos estará pronto!
Pode ser servido como entrada, aperitivo, mezze ou até prato principal.
Se quiser poderá personalizar a receita adicionando algum outro ingrediente de seu gosto. Nessa receita foi adicionado queijo defumado.
Quer saber a origem desse prato?
O bougiourdi, é originário da cidade grega de Salônica, segunda maior cidade da Grécia. Essa cidade é conhecida pela gastronomia singular, influenciada pelos gtegos de Constantinopla ( atual Istambul), que chegaram na década de  1920 devido á crise política.
Esse prato é típico da cidade juntamente com outros pratos da "Politiki Kouzina", culinária dos gregos do leste que foram expulsos de suas cidade . 

RECEITA
- 200 g de queijo feta com cerca de  2,5 cm de espessura
-1 tomate pequeno mais 10 tomatinhos cereja pu 1 tomate grande  rasgado.
-1 pimentão verde cortado em pedaços de 1 cm.
- 1 pimenta malagueta fatiada.
-3 colheres de sopa de azeite
-1 colher de chá de orégano seco
-1 colher de chá de pimenta do reino em flocos ou de pimenta vermelha.
-100 a 150 g de queeijo gouda, provolone ou  mussarela defumado( se quiser).
INSTRUÇÔES
Coloque a grelha do forno na posição intermediária.
Pré aqueça o forno a 200 graus.
Use uma forma refratária ou uma panela de barro.
-Corte duas a três rodelas de tomate e reserve. Corte o restante do tomate em cubos de cerca de 1 cm e disponha-os na forma forrada com papel manteiga. se usar tomates cereja, corte-os ao meio.
-Adicione algumas fatias da pimenta e reserve o resto para cobertura. Adicione os pimentões, 2 colheres de azeite e orégano.Misture tudo para incorporar e forme uma camada uniforme.
Coloque o bloco do queijo feta acima, regue com o restante do azeite e cubra com o restante do tomate.
Se quiser adicione o queijo defumado ralado e as pimentas restantes. polvilhe com orégano e flocos de pimenta vermelha.
Cubra a assadeira com papel manteiga ou com tampa, se tiver , asse por 25 minutos.
Retire o pepel ou a tampa e recoloque no forno para grelhar por uns 5 minutos!

Fonte: 30daysofgreekfood


segunda-feira, 16 de março de 2026

MANJERICÃO (vasilikos em grego) amaldiçoado ou uma benção?


        O manjericão ( vasiliko em grego), é uma planta aromática que os antigos gregos consideravam amaldiçoada enquanto os cristãos a viam como uma planta de cruz e uma grande benção.

Alexandre, o grande, trouxe-o das Indias.

Diz um antigo provérbio "onde cresce manjericão, o mal não cresce".

Esta erva estaria ligada à tradição cristã porque teria crescido no local onde a cruz de Cristo fora enterrada, onde Cristo fora crucificado. É por isto que o manjericão é distribuído nas igrejas na Festa de exaltação da Cruz, em 14 de setembro.

Seu nome científico é Ocimum Basilicum e pertende à família das labiatáceas, sendo também conhecida como erva de São José.

Suas folhas possuem óleos essenciais, responsáveis por seu aroma agradável agradável . Possue propriedades terapêuticas e relaxantes.

O rei das ervas

 Alexandre, O Grande, levou o manjericão para a Grécia quando de sua campanha na Índia. Lá é o país de origem dessa herva que é considerada sagrada pelos hindus.

Hoje em dia há mais de 60 espécies de manjericão.


Conta-se que quando Santa Helena chegou à Palestina para encontrar a cruz de Cristo, viu um arbusto do qual emanava um forte aroma. Interpretou isso como um sinal divino e começou a cavar em sua rais onde, finalmente, encontrou o símbolo sagrado do Cristianismo.

Provavelmente e daí que surgiu o costume cristão de levar manjericão à igreja no dia 14 de setembro, dia da Vigília Pascal.

          Pelo contrário, os antigos gregos consideravam seu forte odor uma maldição. Não a tinham em alta estima pois consideravam-na a planta preferida dos escorpiões, que faziam ninhos sob suas folhas.

Os romanos a consideravam uma poção do amor, os egípcios a utilizavam juntamente com outras plantas no embalsamento e os gauleses em cerimônias de purificação, junto com água da nascente.

         Na Grécia o manjericão é considerado a planta do verão e está associada á boa sorte.


Fonte : mixanitouxronou.gr
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Naquela mesa tá faltando ele!


          Meu pai, quando em vida e já aposentado, costumava passar meio ano na Grécia e meio aqui no Brasil. 

Preferia ficar no sítio, no interior de São Paulo. Todo os anos passava essa temporada no Brasil e esse era seu lugar na mesa da varanda do sítio. Essa casa existe há uns 50 anos. Nela meus pais reuniam amigos, minha mãe fazia festas e mais festas sempre pilotando  a cozinha magistralmente.

        Quando estávamos em família, após o almoço todos se retiravam e eu permanecia nessa mesa com meu pai por muito tempo. 

Ele contava histórias , geralmente da Grécia, falava sobre a vida e eu me deliciava. Aprendi muito com ele e as minhas "greguices" têm razão de ser. Falávamos em grego o que me fez dominar o idioma. Agradeço demais a ele por fazer questão de nos ensinar o grego. 

Quando pequena, me ensinava a ler numa cartilha . Esse grego maravilhoso faz uma falta imensa, deixou um vazio. Digo sempre que meu google partiu.

          Passei uns dias com minha filha no sítio e nos deslumbramos com a natureza, com as árvores gigantes. Comparamos com fotos antigas e nos admiramos pois tudo foi plantado pela minha mãe.

Que mãos abençoadas!

Os meus pais partiram dessa vida e acabou aquela vibração que havia por lá. Agora eu e minha filha queremos resgatar tudo isso, aproveitar esse presente precioso que meus pais nos deixaram.

Me deliciei vendo a Katherine, minha filha, sentindo tanto amor pelo lugar, fazendo arrumação na casa, descobrindo memórias, entrando na mata atrás de colher as frutas : mangas, jacas, lichias de árvores imensas  que mais parecem árvores de Natal enfeitadas, carambolas, acerolas etc...

          Foram dias de resgate, de afeto, de lindas memórias.


















 

sábado, 29 de novembro de 2025

O MOMENTO GREGO

     




O que faz as pessoas mudarem mesmo ficando apenas três dias na Grécia???
          Li esse texto e resolvi compartilhar com vocês, de modo a entenderem o porquê do meu amor pela Grécia.
          Há vários lugares bonitos e existe a "Grécia", onde algo mais profundo acontece às pessoas.
          Todos chegam para aproveitar as praias, as ilhas, o continente, o sol  e a gastronomia. Porém o que guardam para sempre na memória é algo diferente. É aquele "momento grego"!
-uma avó te parando na rua para lhe oferecer uvas.
-um desconhecido insistindo para você sentar e tomar um café (porque você parece cansado).
-o dono de uma taverna recusando cobra-lhe a sobremesa.
-um beco estreito ao por- do- sol que, de repente, parece um lar.
-uma refeição tão simples que você não entende porque tem um sabor tão emocional.
-um silêncio à beira-mar que revigora todo o seu corpo.
          Pergunte a todas as pessoas que já foram à Grécia e terão uma história para contar. 
E, geralmente não são as praias, são as pessoas, a alma, o calor humano. pequenas coisas que não existem em nenhum outro lugar.
Talvez seja por isso que as pessoas continuam voltando. Não porque a Grécia seja perfeita mas porque ela parece humana em um mundo que está se tornando cada vez menos humano. 
Porque na Grécia...o tempo desacelera, as pessoas te notam, a vida tem um gosto diferente.
Por um breve momento você se lembra de quem você é realmente e não de quem o mundo diz que você deva ser.
Esse é o efeito grego. Não precisa de luxo, não precisa de marketing.
acontece por si só.

Fonte: Giannis Kriaras


quarta-feira, 26 de novembro de 2025

TESMOFÓRIA- uma celebração da fertilidade da terra


          Tesmofória era um festival agrícola dedicado à deusa Deméter. Era realizado exclusivamente por mulheres no início do ano agrícola, ou seja, (meados de outubro até meados de novembro), em Atenas e nos municípios da Ática. Somente mulheres casadas participavam , não homens. A punição para as infratoras era a cegueira ou a morte.

A participação exclusiva de mulheres não deve nos surpreender, pois a Teesmofória era um festival de fertilidade e, portanto, as mulheres eram as mais indicadas para participar por razões biológicas. Assim, seu papel era muito importante para o funcionamento das cidades da Antiguidade, para a preservação e a realização de rituais de fertilização . 

          As evidências das escavações revelam a longa duração do culto a Deméter. Para a celebração das Tesmofórias, muitas informações provêm das Tesmofórias de Aristófanes. Sabemos que sua duração era de cinco dias e que começavam no nono dia de Pyaneption.

Esse primeiro dia era dedicado à preparação para o festival. As mulheres desenterravam de fossas as oferendas que haviam feito anteriormente à deusa Deméter, em um momento que desconhecemos.

Essas oferendas incluiam símbolos de fertilidade, como porcos sacrificados e efígies em forma de órgãos genitais masculinos feitos de massa. Os restos dessas oferendas eram recolhidos e espalhados pelos campos , acreditando-se que essa mistura os tornaria mais férteis.

          No dia seguinte, 10 de Pyaneption, as mulheres ricas de atenas desciam à baía de Faliraki e realizavam a Tesmofória de Alimuth.

Lá faziam sacrifícios à deusa Deméter e dançavam.

Os primeiros dias podem ser considerados de preparação. O primeiro dia oficial do festival era dia décimo primeiro de Pyaneption, o chamado Anodos. Era o dia em que uma procissão organizada de mulheres se reunia em um ponto específico da cidade e partia para o campo, onde permaneciam por três dias.

O décimo segundo dia era chamado de Quaresma ou Mesi. Era um dia de luto por esse motivo e não havia sessões judiciais nem reuniões do Parlamento.

As mulheres lamentavam sentadas em ramos de salgueiro ao redor da estátua de Deméter, assim como ela lamantava a perda de sua filha.

Comiam "sesamoutes", doces feitos de sementes de gergelim e romã, trocavam palavrões , em memória das obscenidades que Iambe dirigia a Deméter para animá-la.

O último dia era dedicado a Calígena, deusa do bom nascimento.

As mulheres proeminentes de cada cidade ofereciam um banquete para todas as mulheres que participavam do festival das Tesmofórias. A realização de um banquete em honra a Calígena indicava que as Tesmofórias  não eram um ritual voltado exclusivamente para a fertilidade dos campos. Ao que tudo indica, durante esses dias, as mulheres desejavam e almejavam sua própria fertilidade e o nascimento de filhos saudáveis.

FONTE: Stavros Asimakopoulou

helenismosonline.gr

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

PANTOPOLION- espécie de mercearias ou vendas


          Essa imagem me traz doces recordações de uma temporada que passei em Atenas por uns 5 meses, logo após minha primeira formatura universitária. A placa diz Pantopolion (Venda de tudo).

Talvez possamos traduzir como vendas ou mercearias.

Nos bairros , na Grécia, como nas cidades de interior , costumávamos encontrar várias dessas lojinhas. Hoje o número é bem menor dado o surgimento de redes de supermercados.

Porém ainda são muito úteis e é numa delas que eu costumava ir, quase que diariamente, quando passei uma temporada maior em Atenas, no bairro de Halandri. Ficava numa esquininha da Leoforos Pendelis. Eu me hospedava na casa de uma tia muito querida, Sra Aristea.

Na época não existiam celulares nem internet e nos comunicávamos muito por cartas e cartões, via correio. No Pantopolion, eu encontrava as folhas para cartas , os envelopes e os selos.

Lá mesmo havia uma caixa dos correios , em frente à lojinha.

Me lembram também os bazares dos árabes onde se encontra de tudo.

Hoje quem sabe seriam nossas lojas de conveniência???? 

Só que nessas vendinhas comprávamos frutas, ovos, leite e tudo mais que precisávamos. Havia revistas, cigarros , selos, cartões, envelopes, produtos de papelaria etc. De tudo, um pouco!

Como passei muitos meses, costumava comprar as revistas para praticar a língua grega. Enviava cartões e cartas aos familiares e amigos quase que diariamente.

De tanto tempo que passei por lá, o pessoal da vizinhança já me conhecia. Pertinho desse Pantopolion ficava um posto de gasolina , propriedade de um grande amigo dos meus tios, primos que moravam no mesmo bairro. 

O sr. Mitsos(diminutivo de Dimitris), me conheceu logo que cheguei, muito jovem e com aquelas calças apertadinhas e boca de sino!

Depois dos 5 meses passados, quem disse que as calças entravam?

Eu passava com os vestidos soltinhos e o sr Mitsos, gritava da outra calçada:"_Tacía, onde estão aquelas suas calças"??? Caíamos na risada!

Desde então, passadas décadas, aprendi que quando viajo para a Grécia, levo vestidos soltinhos. A gastronomia grega é deliciosa, irresistível. E o pão e queijos então???

A vida passa rapidinho para deixarmos os prazeres de lado. 

Em cada volta, me disciplino novamente e pronto.



Lê-se na placa do estabelecimento Παντοπολειον. A própria palavra já traz o significado. 
 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

TREMOÇOS ( LUPINA)


TREMOÇOS





 

          Pesquisando um livro sobre a região de Mani (região do Peloponeso, sul da Grécia) e os costumes antigos, encontrei um destaque para

 os tremoços que nós gregos chamamos de Lupina.

          Outrora tratava-se de alimento para porcos ou pessoas pobres e famintas. Hoje está presente nas dietas vegetarianas.

Os tremoços fornecem poucas calorias e múltiplas propriedades, possuindo grande valor nutricional.

Tanto adultos como crianças apreciavam os tremoços e aguardavam ansiosamente a hora de degustá-los frescos.

Hoje em dia, aparecem nas feiras e mercados durante a Quaresma.

Em Stoupa, na região de Mani, havia nos dois lados da baía, os secadores de tremoços.

Na época da colheita, chegavam famílias de vilarejos vizinhos para preparem os tremoços. Ficavam por lá quantos dias fossem necessários.

Os tremoços eram semeados em Novembro e geralmente onde plantavam tremoços num ano, no outro plantavam trigo para que a terra ficasse mais robusta.

Em julho dava-se a colheita e havia todo um processo para isso. Para separar a fruta da casca , batiam, limpavam e lavavam e colocavam para secar nas “liastres”(secadoras).

Primeiro ferviam os  tremoços em grandes caldeirões, depois espalhavam-nos em sacos de pano enormes e os colocavam dentro do mar por 8 a 10 dias até tirar o amargos dos mesmos.

Após esse processo, os tremoços eram espalhados num terreno limpo para secarem ao sol. Nesse interim, eram virados de lado para melhor secagem. Serviriam de ração para os animais durante todo o inverno.

Atualmente , em alguns países são servidos em bares como petisco acompanhando bebidas.

Fonte: “Mani” de Voula Kiriakéa

quarta-feira, 27 de agosto de 2025

O passeio com as formigas


 

                                      O passeio com as formigas



De vez em quando dou uma fugidinha para fazer um detóx corpo/mente.

Vou para um spa no interior e mudo toda minha rotina.

Já formamos grupo de amigos que , muitas vezes, se reencontram por lá. Temos até uma mesa especial onde o pessoal vai chegando e é acolhido. Tudo nessa mesa é diferente. Só nela existem temperos de todos os tipos que cada um de nós vai levando . Isso ajuda a enfrentar nossa dieta light sem muitos problemas. Cada um vai conhecendo um pouco dos outros e aprendendo a lidar com as diferenças, as angústias, as insatisfações, carências. Às vezes chega um embrurrado e "dá-lhe" uma boa palavra para melhorar o dia.

Formamos uma família imperfeita ,como todas, mas acolhedora.

Todos os dias, após o café da manhã, há as caminhadas.

A maioria faz isso em grupo mas eu escolhi andar sozinha na pista do spa, com meus fones de ouvidos e minhas playlists variadas, dependendo do meu estado de espírito.

Perdão, corrigindo. Não ando sozinha. Sou eu e as formigas.

Não consigo deixar de prestar a atenção no árduo trabalho que elas iniciam logo cedo. Tomo o maior cuidado em não pisar em alguma e não interromper suas caminhadas intermináveis. Carregam folhinhas, mini gravetinhos, imensos para seus tamanhos . porém não desistem e seguem firmes.

Muitas vezes paro para observá-las e refletir sobre a vida mesmo.

Às vezes carregamos pesos imensos que parecem insuportáveis mas seguimos e tudo passa. Elas me animam  e continuo minha caminhada vencendo meus limites a cada dia.

Cada pessoa que chega a esse spa, tem algum motivo maior, um objetivo, uma angústia, dores ou apenas necessidade de relaxar para seguir tocando a vida.

Para mim é aonde recarrego minhas energias, volto mais leve satisfeita e grata por esse privilégio tão raro.

 


 

sábado, 19 de abril de 2025

ANASTACIA-origem do nome e quando se comemora na Grécia


          Na Grécia temos o hábito de, além do aniversário, comemorarmos o dia do santo do nome.

O nome Anastacia (Anastacios)  tem sua origem na língua grega antiga e vem especificamente do verbo "anistemi", que significa ressuscitar ou "fazer alguém se levantar".

Muitos diminutivos são usados entre os quais:

Natassa, Sissy, Tasoula, Tacia, Tasso, Sia, Soula, Sasha, Nastasia, Anasta, Tassa, Nasa...

O meu apelido é Tacía ou Tacia e para uns parentes dos EU, Tessy.

Já a forma maculina, Anastasios, tem os seguintes diminutivos:

Tasos, Sakis, Tasoulis, Anestis, Tasis, Soulis, Nasos etc

Por essa razão, cada pessoa escolhe celebrar a data com base em qual Santo ou Santos seu nome é dedicado ou qual evento da fé ortodoxa ela quer homenagear.

Eu comemoro no dia 22 de dezembro e também na Páscoa.

Portanto o nome Anastacia, Anastacio, pode ser celebrado em várias datas. 

Segue uma lista para que cada um identifique o seu dia.

● Domingo de Páscoa (festa móvel baseada na Páscoa Ortodoxa)
● 10 de março: Anastasia, a Patrícia
● 15 de abril: a Mártir Anastasia
● 12 de outubro: a Virgem Mártir Anastasia
● 29 de outubro: Anastasia (a Romana)
● 22 de dezembro: Pharmakolytria (Anastasia)

No caso em que o nome Anastacia vem do masculino Anastacios, há várias outras datas.  Seguem os dias:

● 22 de janeiro: Anastácio, o Persa
● 24 de janeiro: Anastácio, o Persa (Anakomidis Leipsanos)
● 01 de fevereiro: o neomártir Anastácio de Nafplio
● 10 de fevereiro: Anastácio (Jerusalém)
● 20 de abril: Anastácio (Antioquia)
● 21 de abril: Santo Anastácio de Sanaitis
● 21 de junho: o mártir Anastácio, o Ressuscitado
● 08 de julho: o novo santo mártir Anastácio
● 08 de agosto: o falecido Anastácio
● 17 de setembro: o Santo Anastácio de Chipre
● 20 de setembro: os discípulos de São Máximo, os dois Confessores Anastácio
● 25 de outubro: o mártir Anastácio
● 18 de novembro: o novo mártir Anastácio
● 5 de dezembro: Anastácio, o Mártir

Geralmente as Anastasias preferem comemorar na Páscoa. Eu comemora nas duas datas.

cabe a cada um escolher o santo a ser homenageado.

Fonte:https://coolweb.gr

 

sexta-feira, 18 de abril de 2025

A CRUZ COM A CHAMA DA LUZ SANTA

 

          Um dos muitos costumes da Páscoa Ortodoxa Grega é receber da Igreja a "luz sagrada" na noite da Ressurreição.

Todos os anos vamos à igreja à noite, no sábado da ressurreição.

Exatamente à meia noite o padre começa a passar a "luz". Acendemos nossas velinhas e dizemos em voz alta: "Cristos Anesti"(Jesus Ressuscitou).

          Ao chegarmos às nossas casas, fazemos na soleira da porta da frente , o sinal da cruz, com a nossa chama da Ressurreição, que ficará impressa (como vocês podem observar na foto acima).

           Essa cruz , mesmo que pareça preta e mal feita, será o anjo da guarda da casa o ano todo. Não deixará entrar nenhum mal ou infortúnio. Ela trará felicidade, saúde e boa sorte para o lar o ano todo. Depois podemos acender uma lâmpada de óleo ou vela com essa chama, que pode ser colocada na mesa de Páscoa , ao redor da qual a família se sentará para comer as cobiçadas refeições de Páscoa depois de dias de jejum.

         Geralmente o que serve após a meia noite é a "Mageritsa"


          Trata-se de uma sopa tradicional e é o primeiro prato que contém carne após o jejum da quaresma. Cozido com legumes, endro, miúdos de carneiro e arroz. Feito principalmente com ervas. Trata-se de um prato muito trabalhoso.

Vocês poderão encontrar a receita no meu blog no título "As tradições e costumes da Semana Santa Ortodoxa Grega.







 

segunda-feira, 24 de março de 2025

Rio Arapitsa, em Naoussa- local de sacrifício das mulheres da cidade.

 O Rio Arapitsa, em Naoussa, nas cíclades gregas, é um dos poucos rios da Grécia que tem um nome feminino. Esse rio ficou marcado na história pelo grande sacrifício das mulheres da cidade, em abril de 1822 , que preferiram deixar-se cair, junto com seus filhos, em suas águas do que nas mãos dos turcos.




No local do sacrifício das mulheres , na área de Stoumbani, próximo ao rio Arapitsa, está o monumento característico, com a estátua de Naoussa com as crianças nos braços.


A cidade de Naoussa , de acordo com decreto real de 1955, tem o título de heróica.

Os eventos que ocorreram no local "Stoupani", em 22 de abril de 1822, constituem, sem dúvida, o supremo ato de heroísmo do povo de Naoussa. Naquele dia, as mulheres da cidade martirizada, preferiram se jogar, junto com seus filhos nas águas caudalosas do Rio Arapitsa, rio que atravessa a cidade de Naoussa, para evitar que fossem escravizadas.

Nesse local do sacrifício, o monumento de bronze às heroínas de Naoussa foi erguido em 1973, criado pela escultora Halepa Katsatou.

A uma curta distância do monumento às heroínas de Naoussa, há uma grande laje de mármore com a seguinte inscrição: "Passantes, fiquem de pé reverentemente em memória dos mortos".


O rio Arapitsa deve seu nome( negra e selvagem) , por um lado à tonalidade escura de suas águas e, por outro lado, ao espanto que suas impressionantes cachoeiras e seu leito íngreme evocam.


sexta-feira, 7 de março de 2025

TRAGANI (BERINJELAS CROCANTES)

 


                        TRAGANI-BERINJELAS CROCANTES

 

Outro dia fui a um restaurante grego aqui em São Paulo e escolhemos uma berinjela que os gregos chamam de Tragani.

Gregos amam berinjelas e há vários pratos à base delas.

Estas fatias de berinjela crocantes servem como um pequeno aperitivo para festas ou um prato principal com vegetais.

Vocês podem acompanhá-las com tzatziki de alho.

Segue receita:

Ingredientes (para 4 pessoas)

-1 berinjela média fatiada

-sal grosso

-1 xícara de farinha de rosca

-2 colheres de sopa de sementes de gergelim

-1/2 xícara de farinha de trigo

-1/2 xícara de chá de cominho em pó

-1/4 colher de chá de sal

-2 ovos batidos

-azeite de oliva para fritar( cerca de 1 a 2 xícaras, dependendo do tamanho da sua frigideira ou panela)

Instruções

Coloque as fatias de berinjela em um prato ou travessa grande e polvilhe generosamente cada fatia com sal.

Deixe a berinjela descansar por uns 30 minutos ou até que elas comecem a acumular ou a soltar um pouco de excesso de líquido. Enxague o sal das fatias e seque cada uma delas com papel toalha.

Enquanto isso, coloque a farinha de rosca  e as sementes de gergelim em uma tigela e misture bem.

Em outra travessa , coloque a farinha, junto com o cominho e o sal e misture bem. Por fim, coloque os ovos batidos em outra travessa.

Para empanar a berinjela, passe cada fatia na farinha de trigo, mergulhe-a no ovo(deixando o excesso escorrer) e depois passe na farinha de rosca com gergelim, pressionando levemente com as mãos para aderir.

Deixe as fatias polvilhadas descansarem por 10 minutos.

Encha uma frigideira funda ou panela até 1/3 da capacidade

com azeite e aqueça em fogo médio alto. Já aquecido o azeite, vá colocando as fatias de berinjela em lotes e frite-as por 4 a 5 minutos, virando-as na metade do tempo até que dourem e fiquem crocantes. Tire-as e deixe drenar o azeite.

 

Fonte:oliveoiltimes.com

 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A PENSÃO DO SENHOR ARMANDO

 




                              A saudosa pensão do senhor Armando

Ainda existe hoje e fica na rua Conde São Joaquim , n 118, Bela Vista.

É o casarão beige e embaixo funciona uma lanchonete.

     Hoje falamos muito em cortiços onde se espremem várias pessoas ou famílias .

     Na minha memória surge uma pensão na Bela Vista, exatamente na Rua Conde São Joaquim.

     Não são memórias ruins, pelo contrário. Tratava-se de um casarão de um português, Sr Armando, onde cada quarto abrigava uma família de imigrantes. Meus pais, recém chegados da Grécia, viram lá um abrigo, um acolhimento.

     No primeiro quarto ,logo na entrada, morava um casal de gregos e sua filhinha Eugenia que até hoje é minha amiga.

     No corredor ficava o nosso quarto ( meus pais e eu , pequenina ainda).

Havia uma cozinha coletiva com grandes fogões, onde todos cozinhavam. Esses flashes nunca saíram da minha cabeça.

Num cantinho da cozinha, num aparador, ficava o filtro de barro . Me vejo subindo num banquinho para pegar água.

     Meu pai trabalhava fora, em dois empregos , minha mãe passava horas e mais horas costurando para fora. Lembro-me que nem sabia falar português.

     Minha mãe me contava que costurava para uma confecção e fazia as casinhas para os botões na máquina caseira. Era uma trabalheira. Toda vez que entregava as roupas, lhe explicavam que ela não precisava fazer as casas porque tinham máquinas especiais para isso. A grega custou a entender. Não sei bem se morei lá até uns 3 anos , mais ou menos. Na foto, apenas para dar idéia de como era o casarão, há uns degraus antes da porta de entrada. Foi de lá que eu despenquei com meu guarda-chuvinha e uma das hastes me furou na altura doa lábios. Tenho até hoje a cicatriz.

     Havia mais gregos por lá e, de vez em quando, umas discussões por causa de fofocas.

     Minha mãe, sempre à frente do tempo, linda de viver, alta, esbelta, nunca levou desaforos para casa e defendia sempre quem era injustamente atacado. Numa das vezes fez uma fofoqueira correr de medo , com uma faca nas mãos. Nunca mais essa dona abriu a boca e depois de anos tornaram-se grande amigas.

     Lembro-me direitinho das brincadeiras com minha amiga Eugenia, das noites em que eu adormecia na caminha ao lado da máquina de costuras, onde minha mãe atravessava as noites.

     O senhor Armando, dono do casarão, era um bom sujeito. Ajudava meus pais a aprenderem o idioma.

     Depois de anos, quando eu e meus pais mudamos para outra localidade, ele nos visitava e presenteava com vinho do porto.

     São memórias que guardo com muito carinho , de um início de vida de meus pais, num país tão longínquo.

     Nasci poucos meses após a chegada deles e também por esse motivo, nunca se entregaram, lutaram e foram vitoriosos.

     Sempre digo que não tenho direito de fraquejar já que tive fortes alicerces na vida. Só gratidão por tudo.


Eu e minha amiguinha Eugenia na porta do casarão


A minha amiga Eugenia foi até lá e tirou uma foto no mesmo portão que foi trocado. Também irei até lá com ela para repetir nossa foto de crianças.







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

PSYCHOSAVATO=ΠΣΥΧΟΣΑΒΑΤΟ= SÁBADO DAS ALMAS

 



     Trata-se de um tipo de serviço memorial realizado pela Igreja, dedicado às almas.

     Os sábados das almas são dedicados aos falecidos e constituem essencialmente um "Trisagion" para os falecidos, que é celebrado de acordo com os preceitos da Ortodoxia, após as matinas e a Divina Liturgia.

     Todos os sábados do ano são dedicados às almas dos cristãos, com a esperança de Ressureição na Segunda Vinda, de acordo com as escrituras. No entanto, a igreja ortodoxa honra especialmente sua memória em dois Sábados das Almas de cada ano.

     Segundo a tradição, os Sábados das Alma é um serviço memorial não programado ou planejado, realizado pela própria igreja para aqueles que não podem, por algum motivo, celebrar os serviços memoriais estabelecidos.

     Essa provisão existe principalmente para aqueles que morreram no exterior ou em circunstâncias difíceis, ou mesmo para os pobres que não podem realizar os serviços memoriais regulares.

     As datas podem diferir em cada ano.

     Os dois sábados espirituais celebrados , um antes do Domingo de Ascenção e outro antes do Domingo de Pentecostes.

     O primeiro Sábado Espiritual do ano dá-se 57 dias antes da Páscoa, enquanto para o Segundo sábado espiritual contamos 48 dias depois da Páscoa.

     Portanto , em 2025, as duas datas do PSYCHOSAVATO serão:

     22 de fevereiro e 7 de junho.




quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

ANOGIA, Rethymno



Anogia é considerada uma das vilas montanhosas mais atraentes e pitorescas de Creta.


Ela fica à uma altitude de 750 metros no Monte Psiloritis, a montanha mais alta de Creta, à cerca de 50 km à leste da cidade de Rethymno.
Devido à sua localização isolada , a vila mantém seu caráter distinto, costumes locais, trajes tradicionais e dialeto local , que é salpicado com palavras antigas que não foram alteradas ao longo do tempo.
Muitos cafés e tavernas tradicionais podem ser encontrados nas ruas estreitas de Anogia, bem como algumas opções de acomodação. 
Desta vila encantadora, pode-se partir em algumas excursões agradáveis para o Palácio Minóico de Zominthos, que costumava ser o centro montanhoso mais significativo da Creta Minóica, a caverna Ideon, onde Zeus cresceu de acordo com o mito, ou o Observatório Skinakas. Você também pode visitar a espetacular Caverna Sfendoni, com suas estalactites e estalagmites lindamente iluminadas, bem como as chamadas milata, refúgios de pastores de pedra no Monte Psiloritis, que também funcionan como unidades de fabricação de queijo.

                                          PALÁCIO MINÓICO ZOMINTHOS
Durante a ocupação otomana, a vila foi incendiada pelos turcos em represália às atividades revolucionárias dos habitantes, enquanto, em 1994, as forças alemãs destruíram todos os edifícios, exceto a igreja, e mataram todos os homens que encontraram como vingança pelo sequestro do general alemão Von Kreipe pelos combatentes da resistência local.
Vale à pena visitar a igreja de São João do séc. XII, com seus afrescos e ícones desgastados, mas lindos!
A Vila de Anogia é um dos principais centros de tecelagem e criação de gado de Creta, e os artigos , tecidos e bordados produzidos lá, têm motivos exclusivos da vila. É interessante visitar uma das muitas oficinas abertas ao público e observar os artigos sendo tecidos em grandes teares.



Sendo o local de nascimento do famoso cantor cretense Nikos Xilouris, frequentemente chamado de "Arcanjo de Creta", Anogia tem uma grande tradição musical, e muitos excelentes cantores e tocadores de lira (instrumento grego) vêm desta vila. Alguns ainda vivem na vila e podem ser ouvidos tocando durante o festival cultural de Anogia em meados de Agosto.















Fonte:greeka.com/creta

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

SYMI, uma das ilhas mais pitorescas da Grécia


A poucos passos da costa da Turquia, Symi mantém um caráter distintamente grego em meio a um desfile de cores. Está localizada na região do Dodecaneso e o ferry demora por volta de uma hora saindo da ilha de Rodes ou Kos, principais portos de acesso.

Ela é pequena e dá para conhecer em apenas um dia num bate-volta da cidade de Rodes, por exemplo.

Com certeza vale á pena passar mais tempo para conhecer as praias e tudo que a ilha oferece.

A ilha foi economicamente famosa por causa de suas esponjas. No entanto, hoje, sua principal economia é o turismo.

Seu cartão postal é o porto, que é rodeado de casas coloridas. essas casas são, em sua maioria, hotéis, restaurantes, cafés e bares. Existe boa infraestrutura turística. 


Symi é montanhosa, 500 degraus separam a parte de baixo (Gialos) da parte de cima (Ano Symi). As partes mais altas são menos turísticas, com casas residenciais e igrejas.
Outra atração que não pode faltar é a Torre do Relógio construída em 1881. De todos os cantos da ilha, pode ser avistada.
As melhores praias são acessíveis somente de barco. Os barcos funcionam no sistema hop-on, hop-off para as principais praias da ilha como 1-Agia Marina, 2-Agios Nikolaos,3- Agios Georgios Dysalonas e 4-Nanou.

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O Monastério de Panormitis é imperdível


Esse Mosteiro é dedicado ao arcanjo Miguel, foi construído no séc.XVII, em estilo ortodoxo. é um lugar maravilhoso independente de sua fé. Melhor visitar a capela mais tarde quando fica menos cheia de visitantes.

Capela do Monastério 



Em seu interior é ornamentada com relíquias de prata deixadas por pessoas que conseguiram alguma graça por meio do monastério.
O seu teto também é coberto de afrescos, tudo riquíssimo em detalhes como toda capela ortodoxa.

As cores de Gialos
Vale á pena caminhar pela ilha e ir desvendando mansões multicoloridas, passear pelos becos e subir os muito degraus para se encantar com a palheta de cores que a ilha oferece.


Há também o Museu naval de Symi, em Gialos.Alojado em meio a um impressionante edifício neoclássico, possui uma rica coleção de ítens incluindo equipamentos e aparelhos de mergulho, esponjas e fotografias antigas.

Degraus de Kali Strata

Há sempre algo lindo a descobrir nessa multicolorida ilha encantadora

Fonte: viagenseviagenseviagens.com
greece-is.com