sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Depilação na Antiguidade Grega





As mulheres se depilavam, já na Antiguidade grega para se diferenciarem dos homens.
Hoje em dia, a depilação das mulheres e, por último, dos homens tornou-se muito comum. A tecnologia e a medicina estão constantemente buscando novas formas de depilação sem dor e sem perda de tempo.
Um olhar cuidadoso sobre a história atesta que esta prática não é um produto dos tempos modernos.
A depilação era uma regra quase universal para as mulheres da Grécia antiga e de Roma. É certo que os atenienses conservavam apenas os cabelos da cabeça e a sobrancelha.
Todas as estátuas da Antiguidade clássica, e a grande maioria dos vasos atenienses, mostram mulheres sem pelos no corpo .
Pelo contrário, os homens nus são retratados com pelos.
De acordo com a visão da estética, o corpo feminino sem pelos e branco, em si, enfatizava a diferença dos dois sexos quando se opunha ao corpo masculino peludo e bronzeado.
As virgens eram depiladas, num ritual, antes do casamento.



Como era feita a depilação
A maneira mais comum era a lâmpada. As mulheres queimavam seus pelos. Mais tarde elas começaram a usar preparados à base de resina ou peixe, trazidos da Síria.
Para tirar as sobrancelhas, usavam espécies de pinças mas também um longo fio de seda com um loop no meio. Naquela época já existiam protestos por essas diferenças. No Eclesiastes, de Aristófanes , a primeira coisa que as mulheres rebeldes faziam era vestir roupas masculinas e pararem a depilação.
O hábito dos gregos também foi transferido para Roma, onde foram estabelecidos centros especiais de depilação com escravos especializados, especialmente para as axilas.
A depilação é um elemento constitutivo da cultura erótica muçulmana, mas não deve haver conexão com o hábito dos gregos.

Fonte: site www.mixanitouxronou.gr

domingo, 19 de novembro de 2017

Os queijos gregos


        Se me perguntassem sobre um alimento sem o qual eu não viveria, a resposta imediata seria:

QUEIJOS !

O código grego de alimentos e bebidas define o queijo como “o produto resultante da coagulação do leite pela ação de coalho ou enzimas, drenando-o para remoção do soro e sua maturação”.
O queijo vem da coagulação do leite e sua drenagem. A coagulação é por ação enzimática(coalhada), mas também pode ser feita por acidificação ou aquecimento. Na verdade, todos os pastores do Mediterrâneo fazem seu queijo ao aquecer o leite. Após o aquecimento cada um produz o queijo de maneira própria.

O queijo é digerível e de excelente valor nutricional. 

Tipos de queijos gregos

Feta –  O queijo feta é grego e foi produzido na Grécia desde a Antiguidade. O leite de ovelha ou uma mistura de leite de ovelha e cabra com uma proporção de 60:30, são necessários para a preparação. Queijos semelhante, que são feitos de leite de vaca ou uma mistura de leite de vaca, são chamados de queijos de salmoura branca e são produzidos em vários países europeus e em algumas partes da Grécia. O queijo produzido com leite de vaca carece de qualidade e não deve ser chamado de feta.
Feta é um queijo branco e sem pele que é mantido em salmoura.
Tem uma massa frágil com orifícios irregulares, um aroma especial e um sabor característico. Dura mais de dois meses.



Haloumi – É um queijo sem pele, semi-duro, que é feito quase que exclusivamente em Chipre. Uma característica típica da forma como esse queijo é feito é que o queijo coalhado obtido é aquecido imediatamente depois de pressioná-lo, em queijo de soro de leite a uma temperatura de 85 graus C e adicionar 3% de sal e folhas de hortelã. Isto dá-lhe uma textura particular.


Graviera- Foi feito pela primeira vez na Grécia em 1914 por N. Zygouris. É amplamente imitado pelo swiss Gryuere, conhecido na Itália sob o nome Griviera. É considerado o mais requintado queijo grego duro. 


Kasseri- é geralmente feito a partir de leite de ovelha ou leite de ovelha misturado com leite de cabra, embora o leite de vaca também seja usado nos últimos anos. A tecnologia foi transferida para a Grécia cerca de 100 anos atrás dos Balcãs, inicialmente na Tessália, de onde se espalhou. É um queijo amarelo claro sem furos e massa sólida.



Kefalotyri-É um queijo duro com aroma ruco, amarelo pálido a branco e com massa sólida com orifícios dispersos. É fabricado em todo o país com tecnologia que varia de região para região. É feito com uma mistura de leite de ovelha e cabra, mas também leite de vaca. a forma do queijo é cilíndrica.


Sfela- Queijo branco produzido no Peloponeso do Sul. Embalado em tambores de plástico ou de madeira semelhante ao feta. Embora seja mantido em salmoura, tem baixa umidade.


Ladotiri- Queijo tradicional feito em diferentes regiões da Grécia e parece kefalotyri. os mais conhecidos são os de Mitilini e Zakynthos  e são feitos a partir de leite de ovelha pasteurizado ou mistura de leite de ovelhas e cabras. A característica desse queijo é ser preservado em azeite. Tem uma forma cilíndrica. É um queijo duro com buracos espalhados em sua massa, tem sabor ligeiramente salgado e cor amarelo pálido.
Kopanisti- queijo feito principalmente nas ilhas Cyclades a partir de leite de vaca ou mistura de leite de vacas, ovelhas e cabras. Caracteriza-se pelo sabor diferenciado , resultado da atividade enzimática da flora microbiana que se desenvolve nas condições da preparação. Tem diferentes leveduras e fungos. É um queijo macio, sem pele.


Myzithra- É um queijo derivado do soro do leite da ovelha, cabra e vaca, dependendo da área em que é preparado. É um queijo branco e macio sem uma caixa. Quando seco, pode ser ralado.Muito usado nas macarronadas dos gregos.


Manouri- É um queijo branco e macio feito a partir do soro. Sua textura é macia e compacta. feito do soro do leite de ovelha ou cabra ou mistura de ambos. Tradicionalmente feito na Tessália e na Macedônia central e Ocidental.


Anthotiro- É um incrível queijo fresco, macio, com uma estrutura compacta, sem pele ou invólucro e de cor branca. Produzido a partir do soro de leite de ovelha , cabra ou  mistura de ambos. É produzido na Macedônia, Trácia, Grécia central, Peloponeso.


Fonte: "Conhecer os Alimentos" do "Les Livres du Tourisme", Le Monde.




domingo, 12 de novembro de 2017

Cidade italiana onde se fala grego: Castrignano dei Greci



A cidade de Castrignano dei Greci, localizada ao sul da cidade de Lecce, é uma é uma pequena cidade cujos habitantes falam um dialeto grego. Foi construída pelos cretenses da era minóica




A  partir do século VIII a.c, a Sicília e a Baixa Itália foram campo de uma incrível atividade colonial do antigo helenismo, cujos sinais e testemunhos permanecem vivos.
Os famosos grecanos vivem nas nove cidades e assentamentos. Monumentos históricos se estendem ao sul da cidade de Lecce, em uma área conhecida como Grécia Salentina. São Calimera, Castrignano dei Greci, Corigliano d’Otranto, Martano, Martignano, soleto, steenatia, Zollini e Melpignano.

O que os faz diferentes do resto dos seus compatriotas são a moral, os costumes, os sons musicais e, em particular, o idioma deles-o dialeto grego- com suas antiguidades, ricos enraizamentos editoriais e belas expressões. É um dialeto único no mundo com um forte aroma de cultura grega antiga.


Vários cientistas e estudiosos, italianos e gregos, lidaram com essa questão linguística particular. Alguns argumentam que os atuais habitantes das aldeias de Apúlia são descendentes diretos dos gregos antigos, outros que se originaram dos bizantinos e, portanto, o dialeto grego teria chegado a Puglia através de movimentos de imigração grega(principalmente do Peloponeso), que ocorreram entre o século VI ao século  XII.

Castrignano dei Greci: De Candia a Bizâncio
Esse nome da cidade significa “O Kastraki dos Gregos”- O Castelo dos gregos.
A cripta restaurada de Agios Fanourios, no centro da cidade, tem vestígios de hagiografias e uma inscrição grega com a marca cronológica 1237, é a atração mais importante.
De acordo com a tradição local, o assentamento foi construído por cretenses na Era Minóica: o nome Kantiotis(Kantia/Crete) é bastante comum entre os 4 mil habitantes, o que indiretamente revela sua origem.
A personalidade mais importante de Castrignano dei Greci foi o filósofo italiano Angelo Cotardo. Com visão e vigor, liderou uma campanha a favor do resgate do dialeto grego, que ele próprio ensinou nas escolas da cidade.
Graças aos seus esforços persistentes, ele finalmente conseguiu uma autorização especial do governo italiano para ensinar o dialeto às outras aldeias da região.


Fonte:zarpanews.gr

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

STEFANA- coroas


Em momentos doloridos, remexendo coisas de minha mãe, falecida há poucos dias, fui tomada por profunda emoção.
Deparei-me com uma preciosidade. Numa linda caixa-quadro, estão as coroas usadas por meus pais em seu casamento em 1954, na Grécia.
Στεφανα-  Essas coroas são símbolos reais. Com o casamento, um novo reino, uma casa, uma família são criados.
O sacerdote, numa cerimônia ortodoxa, depois de abençoar as coroas sobre o Evangelho, faz sinal da cruz nas cabeças dos noivos e invoca o próprio Deus, coroando-os com glória e honra em seu novo reino, onde devem reinar com sabedoria e justiça.
As coroas de casamento também lembram as dos mártires, destacando o martírio da vida cristã e os sacrifícios que precisam ser feitos no casamento.  Elas simbolizam o vínculo eterno do casal . O padre, simbolicamente, no final da cerimônia , amarra as fitas juntando as coroas.
Essas coroas já eram usadas na Grécia Antiga e eram feitas de plantas, dedicadas à Deusa Afrodite: ramos de oliveira e limoeiros, que simbolizavam a beleza, fecundidade,e convivência harmoniosa. As coroas de limoeiros com suas flores brancas, simbolizavam a pureza e virgindade e foram estabelecidas nos casamentos ortodoxos gregos.
Depois de unidas, as coroas são guardadas em uma caixa ou armarinho como herança sagrada do casamento, garantindo que esse vínculo nunca será dissolvido por ninguém!


Essa caixinha do tipo para pendurar é a de meus pais e já tem 63 anos.



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Anjos de Branco - 2



  Mais uma vez, acompanhando um ente querido, vivenciei dias e mais dias da rotin
a de um hospital entre UTIS, quartos, salas de observação, elevadores, corredores, ouvidoria etc,,,
      Confesso que tirei lições a cada instante e valorizo pequenos detalhes
que passariam despercebidos no dia- a-dia normal.
Quero enaltecer o trabalho da brilhante médica Dra Mariana , Dr. Thiago(cirurgião torácico), demais médicos plantonistas, enfermagem, dos técnicos de enfermagem,
,fisioterapeutas (Matheus, Ana e demais), fonoaudiólogos, nutricionistas, aos que fazem as trocas, dão os banhos, cozinheiros, ajudantes , responsáveis pela limpeza( em especial à Nice multifacetada, prestativa e divertida, maqueiros etc.
Homens ou mulheres, tanto faz. Afinal , dizem que anjos não tem sexo.
Mesmo com certas carências, esse pessoal se supera, sempre dá um
jeitinho para tudo.
Como se trata de um hospital em que a maioria dos frequentadores é de
idosos, o carinho, a atenção, a paciência e o acônchego são primordiais .
O que mais ouço é: " como está meu amor"? "Vamos logo melhorar para
ir para casa"?
Muitas vezes , as enfermeiras acabam de trocar a cama e o paciente suja
tudo.
Elas, com toda boa vontade, voltam, trocam tudo novamente numa rotina
que para mim parece um sacerdócio. As madrugadas são longas e o entre
e sai desses anjos de branco é constante, atendendo aos chamados,
cuidando para que tudo saia da melhor forma possível.
A cada seis horas mudam os plantões e chega a nova turma de branco.
Tento decorar e chamar cada um pelo nome, toda vez que peço algo ou
agradeço. São Natálias, Elaines, Andréias, Patrícias, Elietes, Pollyanas, Valquírias,Déboras(uma alegria só e puro bom humor), Fabíolas, Marias, as meninas da Hospitalidade Giovanna, Jessica entre outras, Camila( da internação).
Já me desculpo pelos nomes que não citei pois eram tantos profissionais que me foi impossível decorar todos .
Cada um dando o melhor de si e as mulheres dando show.
Sexo frágil? Só se for fora do hospital. São muito mais dinâmicas, fortes,
determinadas , provedoras de lares. A maioria vem de bairros distantes
mas chegam sorridentes e prontas para dar o melhor de si.
      Aplaudo muito, mas muito mesmo esses anjos de branco que nos
trazem alento, conforto e esperança.
Esses sim mereceriam excelentes salários e melhores condições de
trabalho.
Com certeza esses seres têm uma ligação direta com o " sagrado".
Agradeço por tudo a cada instante , compreendendo que as falhas fazem 
parte e nem sempre dependem deles e delas.
 Obrigada aos profissionais do Hospital Sancta Maggiore do Alto da Moóca!
A paciente, minha mãe, sra Marie katritsis agradece, de coração.




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Komboloi

K


Komboloi é um dos símbolos mais típicos da “mentalidade” grega.
Foi amplamente difundido na Grécia e em Chipre desde a metade do séc. XX.
A história do Komboloi e sua origem vêm de quando os monges do Monte Athos começaram a fazer fios de contas , amarrando nós em uma corda, em intervalos regulares, para fazerem suas orações a Deus.
Nos tempos modernos, porém, o Komboloi não é usado para fins religiosos ou cerimoniais mas sim para diversão e relaxamento.


Seja na rua, no avião ou cafés, você encontrará pessoas que jogam nas contas dos 


Kombolois, suas preocupações.
O prazer da ação  e o barulho  de cliques das pedras, transformam o desempenho geral em movimento fácil  que ajuda a aliviar as tensões.
A palavra grega moderna “Komboloi”, deriva de “ kombos”(nó) e “logia (coleção) ou o verbo “leo”(digamos).
Significa “ em cada nó eu digo uma oração”.
Etimologicamente, a palavra Komboloi bem de “komboskini”,palavra grega para corda de oração(nó + corda).
O Komboloi pode ser feito de vários materiais: âmbar, resina, corais . Esses são mais agradáveis de manusear do que os de materiais não orgânicos do tipo metal ou mineral.
Geralmente as contas vêm  em número ímpar( muitas vezes mais do que um múltiplo de quatro). Por exemplo: (4X4) + 1; (5X4)+1, e assim por diante ou então em número primo, geralmente 17, 19, 23.
A primeira seria o método silencioso, para interiores enquanto a segunda , mais ruidoso, para locais públicos.
Até algumas décadas atrás, o komboloi era manuseado apenas por homens.
As mulheres que os usavam, especialmente em público, eram reprovadas.
Hoje, porém, o Komboloi é popular para ambos os sexos.
O Komboloi ajuda a parar de fumar e a desestressar.


(fonte: Stella Tsolakidou, do greece.greekreporter.com)




https://www.facebook.com/GreekOrthodoxChurches/videos/1740592796003903/

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Moussaka com vagens



Moussaka com vagens

O nosso tão famoso moussaka à base de berinjelas, pode ser modificado usando vagens.
Para os vegetarianos, basta não colocar a carne moída.

Ingredientes:
-1 kg de vagens frescas limpas
- 1 litro de água
-3/4 de xícara de chá de torrada triturada
- 1 colher de sopa de azeite para pincelar

Para o molho de carne moída
-350 g de carne moída
- 1 cebola média ralada
- 1 xícara de chá de água

- 1 cenoura grande ralada
- 1 tomate grande sem pele e ralado
- 4 colheres de sopa de azeite de oliva
- 2 colheres de sopa de salsa picada
- sal e pimenta a gosto

Para o molho bechamel
- 2 xícaras e 2 colheres de sopa de leite integral quente
- 6 colheres de sopa de farinha de trigo
- 2 ovos de tamanho médio batidos
- 2 colheres de sopa de óleo
- ¼ de colher de noz moscada
- 1 xícara de chá de queijo feta ou outro de preferência ralado
-sal e pimenta

Para a cobertura
-1 xícara de chá de queijo ralado de sua preferência. Na Grécia usamos o graviera.
Modo de fazer
1.       Coloque as vagens já limpas numa panela com água já fervendo e deixe por aproximadamente 15 minutos. Coe e separe.
2.       Faça o molho de carne moída. Coloque numa outra panela, a metade do azeite, e a carne moída. Mexa bem. Acrescente as cebolas e cenoura. Depois acrescente o tomate, a salsinha, o sal e pimenta e a água. Tampe a panela, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 25 a 30 minutos até ficar um molho encorpado.
3.       Prepare o molho bechel. Coloque o azeite em uma panela em fogo médio. Quando o azeite estiver bem quente, acrescente a farinha de trigo, mexendo sem parar. Em seguida acrescente o leite quente e continue mexendo até obter um creme liso.
4.       Tire a panela do fogo e acrescente os ovos previamente batidos, o queijo feta ou substituto, a noz moscada, sal e pimenta. Mexa tudo muito bem até ficar liso e homogêneo.
5.       Aqueça o forno a 170 Graus celsius. Unte uma forma de 20 X 30 cm e preenche seu fundo com a torrada triturada.
6.       Espalhe sobre essa torrada triturada a metade das vagens e ajeite bem. Acrescente 3 ou 4 colheres do molho bechamel e espalha bem com uma espátula.
7.       Acrescente a carne moída, em seguida o restante das vagens e, por final o restante do molho bechamel.
8.       Acrescente à superfície o queijo ralado (graviera, se tiver) e asse o moussaka por uns 30 minutos, até que tome cor.
9.       Retire a forma do forno. Corte o moussaka em pedaços e sirva-o morno.

(Fonte:www.athensmagazine.gr)