quarta-feira, 20 de maio de 2015

Tourlou de verão ao forno



Sempre existem alguns legumes na geladeira que podem se transformar num delicioso prato.
Tourlou( se pronuncia turlu), seria uma “mistureba”.
Passarei uma receita para vocês , que poderá sofrer alterações de acordo com o que houver disponível em suas casas e de acordo com suas preferências.

Ingredientes:
2 batatas grandes
2 berinjelas grandes
4 abobrinhas
3 tomates
3 cebolas médias
1 xícara de água
1 colher de sopa de salsinha picadinha
1 colher de sopa de queijo ralado de sua preferência
¾ de xícara de chá de azeite
Sal e pimenta à gosto
Modo de fazer: Descasquem as batatas e as cebolas e cortem em rodelas grandes. Lave o resto dos legumes e corte em pedaços pequenos.
Façam camadas em um recipiente da seguinte forma:
Primeiro uma camada de cebolas, seguida das berinjelas, batatas, tomates, a salsinha e, por último as abobrinhas. Acrescentem sal e pimenta à gosto.
Despejem a água e o azeite.
Cubram o recipiente com papel alumínio e assem à 180 graus por 45 a 50 minutos.
Depois de tirar do forno, acrescente um pouco de salsinha por cima e queijo e sirva.

FONTE: mirsini.gr

E a grega pára o ônibus...






          Aquela mulher alta, bonita, acaba de sair de uma consulta médica com sua bebezinha de meses.
          Imigrante, recém chegada, mal sabe se comunicar e já tem que digerir um diagnóstico assustador que um médico, de um posto qualquer, arriscou dar sobre sua filhinha.
Seria uma paralisia infantil ?
          Sai ela desesperada, com sua filha febril  no colo e toma o ônibus de volta para casa.
Ônibus lotado e ela se equilibrando com a filhinha quando sente um sujeito encostar nela.
Se não bastasse, passa a mão nela. Como pode, ela vai desviando e o motorista observando pelo espelho retrovisor. Vai tentando ir mais para frente e o sujeito insistindo...
Bastou! Ela pede que uma senhora segure sua bebezinha e avança no homem. Por azar dele e sorte da moça, ele tinha barbas. Bem dito, “tinha” já que ela começou a arrancar  a barba e dar um bom trato de arranhões e socos no abusado.
Pára tudo!  Eis que o motorista avista um posto policial numa praça e já para por lá mesmo.
O sujeito é levado e junto vai a moça com sua filha para a delegacia.
          O delegado ouve a história toda e se indigna. Manda levarem o causador do “reboliço”.
          Como eu costumo dizer, sempre surge um anjo da guarda quando mais se necessita.
Nesse caso foi o delegado. Comovido com a imigrante que mal conseguia se comunicar, entendeu que a bebezinha estava doente e mandou que um motorista a levasse ao seu médico particular imediatamente.
Como nada é por acaso, o médico constatou que se tratava apenas de uma friagem nas perninhas da menina, deu algumas pomadas, mandou dar uns banhos quentinhos e acalmou a mãe.
          Passados alguns dias, surge o delegado na pensão, onde morava a grega com seu marido e filhinha, para saber se tudo estava bem.
          Marie, minha mãe, nunca se esqueceu dessa história e  sempre reconta com detalhes, que minha filha ama ouvir.

          Como não ter orgulho de uma mulher dessas, cheia de atitude?

domingo, 3 de maio de 2015

Gyro e Souvlaki
















Gyro , em Grego giro significa, volta.
Daí a origem do nome desse "prato", porque trata-se quase de uma refeição, muito característico da Grécia. Consiste de vários pedaços de carne de porco e de outras carnes, que são assadas em um espeto vertical, com uma rosca de metal  que vai girando.
O modo mais delicioso de saboreá-lo ,é envolto por um pão que chamamos pita ( pão sem fermento). acompanhado de tzatziki( creme de pepinos com iogurte), salada e fritas.




Souvlaki,  A origem do nome vem da palavra souvli que significa espeto, em grego.
Trata-se de espetinhos de carne e frango, que podem ser acompanhados por alguns legumes, como fazemos em nossos espetinhos por aqui. Pode ser servido apenas no espetinho ou no prato, acompanhado de pão caseiro, salada, batas fritas e o queijo feta!

Hoje em dia, na Grécia, há vários deliverys de souvlaki mas nada como sentar-se com amigos num "souvlatziziko", lojinhas vendem que souvlaki ,  e saboreá-los!





Uma das casas mais conhecidas fica no Monastiraki, região do centro de Atenas: Thanasis.

Tudo isso me trás gratas e doces lembranças das minhas idas à Grécia.
Ficava hospedada em casa de uma tia querida, no bairro Halandri, super agradável e bem residencial.
No dia que havia feira-livre, lá íamos nós e, depois das compras, parada obrigatória no "Souvlatzidiko" da esquina da Leoforos Pendelis. Um souvlaki, batatinhas fritas, um refresco e saíamos de alma lavada.


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Sintonia no Silêncio



          O seguinte poema de Leminski, levou-me a refletir sobre falar e estar em silêncio:

                                                                 "Arte do Chá"
                                                            
                                                                    ainda ontem 
                                                                    convidei um amigo
                                                                    para ficar em silêncio
                                                                    comigo

                                                                    ele veio

                                                                    meio a esmo
                                                                    praticamente não disse nada
                                                                    e ficou por isso mesmo.


          Lembrei-me de Dalai Lama afirmando : “Case com alguém com quem você goste de conversar. Ao envelhecerem, suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra coisa.” 

        Há certos encontros na vida, raros demais, onde se instala uma tal sintonia que mesmo no silêncio nos sentimos em comunicação e "preenchidos" .
Já vivi isso uma vez que marcou para sempre. Agora fica muito difícil me contentar com algo menor. É uma sensação que transcende o prazer de estar fisicamente junto.Ouvir uma música lado a lado, assistir um filme, ficar no silêncio,tudo prazeiroso. É o que chamo de sintonia. 
O ideal  seria o encontro com alguém com quem conversássemos mas que também pudéssemos estar em silêncio,sem nos sentirmos entediados, sós ou vazios.
Nessa altura da caminhada, convido alguém para boas conversas numa varanda e para grandes silêncios cheios de harmonia!
A simples lembrança desses momentos de sintonia, aquecem nosso coração e nos fazem sorrir, assim , do nada...mentira, não é do nada, é do tudo!
Que o universo conspire para que possamos ter esses encontros pela vida , o que a tornará mais intensa e prazeirosa .










domingo, 19 de abril de 2015

Foto antiga, busca de um elo perdido.



          Os ortodoxos gregos levam muito à sério o fato de batizarem uma criança.
Sempre pensamos que os padrinhos fazem o papel de protetores, até de segundos pai e mãe, no caso de uma necessidade.
Na minha família fomos colecionando afilhados ao longo dos anos.Eu, desde menina, comecei a batizar crianças e tenho o maior amor e carinho por todas elas. Pena que as circunstâncias da vida nem sempre nos permitem estarmos pertinho uns dos outros.
          Minha mãe ,por muitos anos teve uma confecção e ,só nesse ano, já com quase 87 anos, conseguiu se desvencilhar da sua sala de trabalho e alugá-la.
Esvaziando o imóvel, ela encontrou muitas fotos antigas. Ela já não enxerga direito e pediu que eu desse uma olhada.Fui descobrindo verdadeiros tesouros de lembranças, de elos, de saudade...
          Entre todas as fotos , encontrei um convitinho de batizado, algo muito comum há anos atrás, com a fotinho de uma linda bebezinha. Perguntei à minha mãe quem era.
Ela puxou pela memória e lembrou que havia batizado uma garotinha, há quase 50 anos atrás, no Bom-Retiro, filha de um casal de gregos. Logo esse casal se foi para a África do Sul onde havia possibilidade de bom emprego para o chefe de família.
 No convitinho encontrei o nome dela e do pai.
Comecei minha investigação pela internet e ,depois de muita procura, encontrei uma linda mulher vivendo na região norte da Grécia.
Como ela não frequenta muito o facebook, demorou a responder uma mensagem minha.
Eu colocara a foto do convitinho de batizado dela. Muita surpresa, me repondeu depois de várias semanas , postando mais fotos do batizado. Lá estávamos nós, meus pais e eu, ainda menina.
Bendita internet e seu lado tão positivo de proporcionar reencontros, renovar elos de amor e carinho.
A afilhada da minha mãe então contou-me do quanto sua mãe sempre falara sobre a madrinha do Brasil. Cresceu amando essa madrinha que nunca mais vira. Contou-me que seu seu segundo nome Dimitra, foi escolhido pela madrinha, em homenagem ao pai falecido quando a mesma era recém-nascida.
Marcamos um dia para que elas, minha mãe e a afilhada, se falassem via skype.
Foi muito emocionante assistir ambas trocando palavras de carinho, memórias, reiniciando uma ligação eterna.
Pretendo levar minha mãe, mais uma vez à Grécia, uma vontade dela , para que possa se energizar com seus familiares, com sua terra natal , kalamata, e visitar essa afilhada que ressurgiu após décadas.





Despina Dimitra hoje

terça-feira, 7 de abril de 2015

As tradições e costumes da Semana Santa ortodoxa grega




São variadas as tradições gregas da Semana Santa.
Há o costume de se jejuar durante a semana santa. Os mais fiéis às tradições jejuam durante os quarenta dias que antecedem a Páscoa (sarakosti=40 dias). Não se come azeite, carne e derivados de animais. O jejum é liberado na noite do sábado e a partir daí até no Domingo de Páscoa,as  mais variadas iguarias tornam-se personagens principais  da mesa .
Quinta-Feira Santa
Dia em que Jesus Cristo foi crucificado, há o luto e ,em alguns países há o costume de pintar os ovos(de galinha) de vermelho simbolizando o sangue derramado por Cristo.Por isso alguns chamam a quinta-feira de Quinta-feira vermelha=kokinopemti.
Para muitos, o tilintar dos ovos de Páscoa simboliza a ressurreição, por ser o ovo , o símbolo da vida. Cada pessoa escolhe seu ovo pintado,cozido e bate bico com bico e depois fundo com fundo.O que ficar sem quebrar por último,seria o sortudo do ano!
Nas manhãs das quinta-feiras santas, têm-se também o hábito de fazer pão caseiro.Geralmente em forma de tranças e enfeitado com os ovos vermelhos.

              Aqui está a receita dos pães que são chamados de tsurekia


Ingredientes:
-2 tabletes de fermento biológico
-4 e 1/4 de xícara (chá) de farinha de trigo
-1 e 1/4 de xícara (chá) de leite quente
- 1 xícara (chá) de açúcar
-1/4 de xícara (chá) de manteiga sem sal
- 2 colheres de chá de sal
- 1 colher de café de raspas de limão
- 2 ovos

Para untar:
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 2 colheres de sopa de farinha de trigo

Para pincelar:
- 1 gema de ovo ligeiramente batida com um garfo

Para decorar:
- 4 ovos cozidos com casca e pintados

Preparo:

1- Na vasilha da batedeira, coloque o fermento e amasse-o com uma colher.
Junte duas xícaras de farinha e misture com uma colher de pau. Reserve.

2- Em outra vasilha, misture o leite, 1/2 xícara de açúcar, a manteiga e o sal. Mexa bem até a manteiga derreter.

3-À parte, misture o restante do açúcar e as raspas do limão.

4- Despeje sobre a mistura de farinha e fermento, alternando, junte as outras duas misturas, de leite e de limão, e vá mexendo com uma colher de pau.

5- Junte os ovos e misture.

6-Ligue a batedeira em velocidade média e bata com pá própria para massas por 30 segundos. Aumente a velocidade e bata por mais e minutos.

7- Desligue a batedeira e acrescente a farinha restante. Misture com as mãos até formar uma massa lisa.

8- Sobre uma superfície lisa e enfarinhada, coloque a massa e sove-a bem com as palmas das mãos por cerca de 20 mns. Faça uma bola com a massa e deixe-a descansar em uma vasilha coberta com papel filme por uma hora.

9-Unte duas formas retangulares com a manteiga e polvilhe com a farinha.

10- Faça rolos com a massa de cerca de 40 cms de comprimento .E, com cada três rolos, forme uma trança. Coloque duas tranças em cada forma. Cubra com um pano e deixe crescer por mais 40 mns.
Pincele as tranças com as gemas e leve ao forno médio para assar, por cerca de 40 minutos ou até ficarem dourados.

Decoração:

- Após cozinhar os ovos, pinte as cascas com tinta vermelha ou a cor que preferir.Aqui em casa costumamos colocar tinta de tecido na água e ferver junto com os ovos que já saem fervidos e tingidos.
Arrume cada ovo em cima de cada trança.

Observação:

SUGESTÃO: algumas famílias gregas usam o gergelim para decorar a trança. Se quiser usá-lo, distribua em cima das tranças 2 colheres (sopa) de gergelim torrado, antes de assá-las. Também costumam montar o pão como uma guirlanda. Quer dizer, após trançar a massa, fecham as duas pontas, formando um círculo (nesse caso, o ovo pintado de vermelho é colocado no centro).


Fonte: Doce' arte Brasil

Sexta-feira Santa
Nesse dia , dado o jejum , um prato muito apreciado são as lentilhas, sempre acompanhadas de pão e azeitonas e regadas com bastante vinagre.

Ingredientes: (para 4 porções)
1 cebola picada
·                     2 dentes de alho inteiros para que possamos removê-los mais tarde
·                     2 folhas de louro
·                     1 colher de sopa de extrato de tomate
·                      
·                     5 colheres de sopa de azeite de oliva (por ser semana santa não adicionar o azeite para quem jejua)
·                     2 colheres de sopa de vinagre, sal ,             pimenta
·                     água
·                     Instruções:

1-Ferva um copo de água e adicione as lentilhas. Cozinhe por 2-3 minutos e depois escorra as lentilhas.Dessa forma, a sopa fica mais leve!

2-Coloque na panela bastante água morna e acrescente as lentilhas. Coloque a cebola, as folhas de louro, o alho e o tomate. Ferver em fogo alto com a panela tampada, durante 10 minutos. Adicione o óleo, o sal e a pimenta a gosto. Continue a ferver durante 30 minutos.


O dia termina com a procissão do Epitáfio e coleta de flores da decoração que é considerada abençoada e que são montados no ícone de sua casa ou feitos amuletos mais tradicionais.


No sábado- A ressurreição é primeiramente celebrada na igreja,pela manhã. A maioria das pessoas continuam com o jejum até à meia noite, quando voltam da igreja com as velas da santa luz.    




Adentra-se as casas com essa vela acesa trazendo a nova luz.Dizemos uns aos outros :Kali Anastasi que seria "Feliz Ressurreição".
Depois de voltarem das igrejas, os gregos costumam se reunir para degustar a famosa sopa "magiritsa" que é super forte .
É uma sopa tradicional e é o primeiro prato que contém carne após o jejum da Quaresma. Cozido com legumes, endro, miudezas de carneiro e arroz. Feito principalmente com ervas.Trata-se de um prato muito trabalhoso.

Receita da Magiritsa



Ingredientes para 10 pessoas ou mais

4 pés de carneiro
Miúdos de 1 carneiro - fígado, pulmões, coração e intestinos
1 colher de sopa de farinha de trigo
1 maço de cebolinha fresca picada
1 maço de aneto ou dill picado
1 maço de salsinha picada
2 maços de alface romana picados
2 colheres de sopa de azeite
1 xícara de chá de arroz
3 ovos
Suco de 2 limões grandes
Sal e pimenta a gosto

Modo de preparo:
Limpar e lavar bem os pés e os miúdos. Coloque tudo numa caçarola grande com água fervente, tampe e cozinhe por cerca de 1 hora ou até ficarem macios. Retire a espuma que se forma durante o cozimento. Deixe esfriar, pique tudo, reserve o caldo e jogue fora os ossos.
Numa caçarola grande, coloque azeite e refogue a cebolinha e junte o dill, a salsinha e a alface e continue refogando. Adicione o caldo do cozimento dos miúdos, os miúdos picados, 1 colher de sobremesa de sal e cozinhe em panela tampada por 5 minutos. Junte o arroz e cozinhe por mais 15 minutos mexendo de vez em quando.
Enquanto o arroz cozinha, prepare o avgolêmono (avgholêmono) - molho de ovos e limão: bata as claras dos ovos até formarem uma espuma espessa, mas sem chegar ao ponto de neve, junte as gemas e continue batendo. Adicione metade do suco de limão e continue batendo. Junte, aos poucos, um pouco de caldo do cozimento e vá batendo para não talhar. Quando o arroz estiver pronto, apague o fogo e junte os ovos, aos poucos, à caçarola. Mexa sempre para não talhar até ficar homogêneo.
Experimente e adicione sal, pimenta e limão a gosto.

Dicas:
- Adicione iogurte à magiritsa para deixá-la mais clara e cremosa.
- Para preparar a magiritsa sem miúdos, substitua os pés e barriga por carne em cubos e tire os miúdos da receita.
- Substitua os pés de carneiro pela cabeça do carneiro.
- Se quiser reduzir a quantidade de gordura, cozinhe os miúdos e coloque o caldo na geladeira por algumas horas. Tire da geladeira e retire a gordura que solidificou.
- Prepare a magiritsa com antecedência e deixe para adicionar o avgolêmono somente na hora de servir. Para isso, aqueça o ensopado e quando estiver fervendo apague o fogo e junte o avgolêmono conforme explicado
(fonte :cozinhadagrega.blogspot.com)

Domingo de Páscoa
O protagonista do domingo de Páscoa é o cordeiro no espeto preparado por horas


Para os que preferem o cordeiro ou cabrito no forno, segue uma receita deliciosa e mais prática.

Cordeiro ou cabrito com batatas no forno



   Os gregos consomem muito carneiro e cabrito.
Principalmente no Domingo de Páscoa, é prato indispensável. Alguns assam o cordeiro ou carneiro num espeto na churrasqueira, com aquele motorzinho girando por horas e mais horas.
Eu aqui prefiro lhes passar uma receita mais prática de forno.





Ingredientes para 6 pessoas
-2 kg de coxa de cordeiro ou cabrito.Pode usar algum outro corte ,se preferir.
-4 ou 5 dentes de alho
-sal e pimenta
-orégano
-2 kg de batatas cortadas em fatias grossas ou mais finas , se preferir.
-2 colheres de sopa de alecrim fresco
-suco de 3 limões
-1/3 de xícara de chá de azeite

Preparo
Colocar numa tijelinha sal, pimenta, orégano e os alhos cortados ao meio.
Fazer buracos com a faca na carne e abri-los mais com os dedos para introduzir os temperos.
Polvilhe  a coxa de cordeiro ou cabrito com sal, pimenta e orégano e coloque-a numa forma juntamente com as batatas.Regue as batatas com azeite, adicione pouco sal e pimenta e acrescente orégano e as folhas de alecrim. regue com o suco de 3 limões.
Coloque um pouco de água quente no fundo da forma. Cubra com papel alumínio.

Asse durante uma hora  ,à 180 graus celcius. Tire o papel alumínio e deixe por mais meia hora assando até que a cerne e as batas tomem cor.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Vitória de Samotrácia



 Nada como uma pessoa encantada pela outra!
O encantamento faz com que enxerguemos tudo de lindo no outro .
 Há anos atrás, fui conhecer uma pessoa com a qual eu só falava por computador mas ,sem fotos, sem referências físicas. Alguém se lembra do VP (vídeo papo)? Esse tipo de contato pode nos trazer surpresas lindas ou grandes decepções, já que não aprendemos a abdicar das expectativas. O encontro seria numa exposição de arte.
Eis que chega, com um sorriso iluminado o tal do amigo, até então uma incógnita para mim.
Nem precisamos perguntar nada pois já captamos  na hora que éramos os tais amigos.Fisicamente nada sabíamos um do outro mas nos conhecíamos de dentro para fora.
Veio ao meu encontro, me deu um abraço forte e delicioso e disse-me:
-Nossa , é a Vitória de Samotrácia!
Daí em diante uma linda amizade surgiu e até hoje sei que tanto eu quanto ele nunca esquecemos daquele dia e de outros que vieram depois.
Dessa linda lembrança , veio a vontade de discorrer sobre essa escultura que hoje se encontra no Museu do Louvre.
Encontrei um lindo texto sobre essa escultura, infelizmente anônimo, o qual passarei para vocês:

" A escultura Vitória de Samotracia, representada sob a forma de mulher alada e colocada sob a proa de um navio de guerra, foi criada para comemorar a vitória de uma batalha naval. Para muitos, esta mulher com um par de asas podia ser assim definida: "Sob o vento, as roupas de seu vestuário se levantam e, molhadas, colam-se ao corpo revelando formas, força, ímpeto e fôlego de vida." 

Nada mal, ao meu ver... Esta força... este ímpeto... este fôlego de vida... retratam bem o que se sente ao vê-la pela primeira vez no alto da escadaria de Daru. 

A obra-prima, encontrada em 1863, foi criada por volta de 190 a.C e possui 3,28 metros de altura. Ela embeleza uma das entradas de um dos três pavilhões abertos à visitação pública do Museu do Louvre: o Sully. Juntamente com a Mona Lisa (no pavilhão Denon) e a Vênus de Milo (também no pavilhão Sully), ela é ponto obrigatório de visita para todo e qualquer turista que chega à capital francesa e cruza a Pirâmide de Vidro (ainda controversa) para conferir a maior coleção de obras de arte do planeta. 

Mas, afinal, há muitos que se perguntam: quem foi Samotracia? Conta a história que um ainda novato escultor grego, sem muita fama e com um currículo artístico minguado, teria sido o criador desta mulher alada, tida como "a beleza em velocidade", uma obra-prima da época helenística. Para exaltar a originalidade de seu estilo e a imponência de sua forma, foi decidido que a criação de Pythocrito de Rhodes deveria ficar em um local que chamasse a atenção, preferencialmente bem no alto, no topo de algo, olhando para o mar aberto. 

E assim foi feito... A mulher alada foi colocada na proa de um navio, indicando a vitória de Rhodes sobre Antiochus III (222-187 B.C.). Esta era uma maneira comum dos gregos expressarem sua homenagem aos heróis de guerra. 

A Vitória de Samotracia foi concebida através da união de seis blocos de mármore, uma tradição da escultura grega, que costumava utilizar diferentes pedaços de pedra para esculpir suas obras de arte. Depois de séculos, ela acabou sendo descoberta por Charles Champoiseau, arqueologista e cônsul francês em Adrianople, em uma colina na Ilha de Samotracia, daí a razão de seu nome. 

Destruída pelo revezar do tempo, o arqueologista a encontrou fragmentada em 118 pedaços. A estátua só foi remontada no próprio Museu do Louvre, quando por lá aportou em 1864. No entanto, um dos mistérios que rodeiam Samotracia nunca foi solucionado: sua cabeça parece ter se perdido para sempre. Ainda nos dias atuais, ela é tida como uma das maiores expressões de arte da Era Helenística. Para refrescar a memória, a Era Helenística marcou a transição da civilização grega para a romana. 
Convencionou-se chamar de civilização helenística a que se desenvolveu fora da Grécia, sob influxo do espírito grego. Esse período histórico medeia entre 323 a.C., data da morte de Alexandre III (Alexandre, o Grande), e 30 a.C., quando se deu a conquista do Egito pelos romanos. 

Sempre que vou ao Louvre, não deixo de prestar minha homenagem à mulher alada, este símbolo de força, de ímpeto e de fôlego de vida. Subo as escadarias de Daru para chegar aos pés da beleza em velocidade e fico, inevitavelmente, pasma. Em fevereiro, durante minha última visita ao museu, ouvi alguém comentando, enquanto admirava a estátua grega: "Ela poderia ter qualquer cabeça." Fiquei pensando se esta não seria, sem querer, a mensagem da Vitória de Samotracia: a vitória de qualquer um, de alguém movido pela força, pelo ímpeto, pelo fôlego de vida. E se, mais ainda, esta não seria a razão de seu carisma! "

          Agradeço o lindo texto dessa pessoa que não se identificou mas que me emocionou.
Essa escultura teria sido encontrada na Ilha de Samotrácia, O local mais famoso da ilha é o Santuário dos Grandes Deuses, em grego "Hieron ton  Megalon theon". A escultura de "NIKI"
era o mais famoso artefato do santuário, estátua de mármore com 2,5 metros. Hoje a estátua " , que significa vitória em grego, é chamada de Vitória de Samotrácia.
Foi descoberta aos pedaços em 1863 pelo arqueólogo francês Charles Champoiseau.
Hoje encontra-se, decapitada no Museu do Louvre, em Paris.