domingo, 4 de agosto de 2013

"A corrupção nossa e a alheia"


Nunca se falou tanto em corrupção, principalmente em nosso Brasil.O fato me remeteu a uma crônica do Affonso Romano Sant'Anna.Sempre atual e ,pelo visto, nada mudou.


      A corrupção não é uma invenção brasileira.
      Essa é a conclusão (tola e científica) a que cheguei depois de ler dezenas de livros sobre o assunto. O que talvez seja brasileira neste assunto é a incompetência no seu combate.
      Por exemplo: os três governos mais corruptos dos Estados Unidos foram os de Grant, Harding e Truman. No tempo de Grant, como disse o Senador Paul Douglas, “as ferrovias do país compravam legisladores como se fossem gado”. E o próprio secretário do presidente participava da “quadrilha do uísque”. Já o presidente Harding, como lembram alguns historiadores, morreu por causa dos escândalos, embarcou numa viagem para o Alasca. E para distrair-se, começou a jogar pôquer desvairadamente. O trem seguia e ele seguia jogando por até 15 horas consecutivas. Os assistentes se revezando na mesa de jogo, em turmas que descansavam de três em três horas. Quando a comitiva presidencial chegou em São Francisco, o presidente teve um ataque cardíaco.
      Mas Truman teve uma administração ainda mais corrupta. “ Nunca houve tanta corrupção praticada por tantos funcionários públicos, em tantos lugares. A máquina arrecadadora de impostos da nação estava infestada de alto e baixo de suborno”. Como diz Francisco Bilac Pinto, “ Harry truman, longe de tomar medidas efetivas para aniquilar a corrupção, em alguns
casos protegia os culpados, em outros permanecia indiferente ou empregava a máquna da administração para bloquear e desviar os investidores da corrupção. As fraudes foram reveladas, não por causa da administração, mas apesar dela”.
      E tem mais. O governo Eisenhower teve inúmeros casos na mesma linha. E o santo Abraham Lincoln, como relata em sua biografia Carl Sandburg, também usou práticas corruptoras, ainda que para conseguir resultados louváveis, como a libertação dos escravos em Nevada.
      E para quem não sabia, o governo Reagan já processou 113 membros e assessores, alguns dos quais foram para a cadeia.
      E aí é que está o busílis da questão. A corrupção não é uma invenção brasileira. Mas ainda não inventamos como botar na cadeia os corruptos. Esse desalento que sentimos é o mesmo do senador Fullbright, que sobre os escândalos da era truman, disse: “Escândalos no governo não constituem fenômeno novo. O que parece ser novidade, a respeito desses escândalos, é a insensibilidade ou a apatia com aqueles que exercem posições de responsabilidade se conformam com as práticas que os fatos comprovam. É sumamente lamentável ter a corrupção no nosso meio, mas o mais grave é perdoá-lo ou aceita-la como inevitável”.
      Segundo os historiadores, há dois séculos “a  Grã-Bretanha era uma cloaca de corrupção”. Muitas famílias finíssimas se estabeleceram a partir daí e algumas deram até primeiro-ministro. Alguns dizem que a moralização se deve à Rainha Vitória; outros, à religião metodista criada por John Wesley. O fato é que, orgulhosamente, Paul Douglas diz: “A vida política inglesa hoje é exercida em nível moral relativamente alto. Os servidores civis que fazem andar a administração dos negócios públicos são quase incorruptíveis e as eleições para o Parlamento são conduzidas com um mínimo de suborno, calúnias e afrontas”.
      E na Russia?
      Kleptocracia- A corrupção na União Soviética”, de Patrick Meney, onde há até tabela de “taxas de corrupção”. Autores como Jean-François Revel e Fred Riggs estudam a corrupção nos países do Terceiro Mundo e no universo sindical. E outros, como Michael Johnston, consideram o “ custo e benefícios da corrupção” e nos ensinam a “viver com a fera”.
      Parece, portanto, que todos estão acordes em que a corrupção existe em qualquer época e regime. O que se quer é o “mínimo  de suborno”. Ou seja: em vez de deixar a fera solta devorando indistintamente tudo e todos, coloca-la na jaula. Mantê-la sob dieta.
      E no Brasil?
      Aquele entrevero entre o Presidente Sarney e Dom Luciano Mendes deixou uma série de ambiguidades no ar.
Existe ou não existe corrupção? Existem ou não meios de combatê-la? Um ministro chegou a dizer que era muito difícil, porque os corruptos não deixam pista. Será que nossos corruptos são mais hábeis do que os de outros países? Ou será que nossas leis são mal elaboradas? Lei é que não falta. Acabo de descobrir uma ótima: Lei n.3.502, de Bilac Pinto, que “regula o sequestro e o perdimento de bens nos casos de enriquecimento ilícito, por influência ou abuso de cargo ou função”. É de 1985. E gostaria de saber o que fizeram com ela. Por que esta lei não “pegou”?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Saganaki=prato rápido grego à base de queijo

                    Saganaki  é um prato típico grego, de queijo empanado frito rapidamente na frigideira. Sirva com tomate fatiado e limão siciliano.(Fonte:Elizabeth Chorley)

Ingredientes:Para 4 pessoas

·         1 pedaço grande (250 g) de queijo feta ou o queijo que você desejar
·         1 ovo
·         1 colher (chá) de orégano fresco bem picado
·         8 colheres (sopa) de farinha de trigo
·         2 colheres (sopa) de azeite
·         Pimenta-do-reino moída na hora
·         2 tomates maduros grandes, fatiados
·         1 limão siciliano, cortado em 4 pedaços

Modo de preparo
Tempo de preparo=15 mns

1.      Corte o queijo feta em aproximadamente 8 fatias. Em uma tigela pequena, bata os ovos junto com o orégano. Passe cada fatia de queijo no ovo batido. Escorra o excesso de ovo e passe o queijo na farinha de trigo, deixando-o coberto pela farinha.
2.      Numa frigideira esquente o azeite em fogo médio. Frite o queijo rapidamente no azeite quente, até dourar. Vire-o uma vez. Passe papel toalha nas fatias de queijo.
3.      Ponha o queijo frito em um prato e por cima coloque as fatias grossas de tomate. Tempere com pimenta-do-reino, sirva com os pedaços de limão.



Marathopolis- Xenophon

                                                                 XENOPHON


                                                            MARATHOPOLIS


        Chega o mês de Agosto e a saudade vai crescendo dentro de mim.
Mês dos pais, mês do aniversário do meu pai. Leonino danado de esperto.Forte,autoritário e ao mesmo tempo doce ,sem maldade e sempre pronto para ajudar anonimamente a quem precisasse.
        Sua cidadedizinha “Marathopolis” ,embora muito amada por ele, não comportou sua ânsia de crescer ,de desbravar esse mundão. Único filho entre cinco que saiu para estudar fora da cidade, acabou se tornando um tenente e seguiria carreira, se não fosse o tal do amor.
Servindo numa cidade vizinha à sua,  Kalamata, não conseguiu escapar dos encantos da linda Marie. Daí a história mudou de rumo e ambos  embarcaram no primeiro navio, que, por sinal, vinha para o Brasil.
        Já contei aqui em meu blog a história desses dois aventureiros , corajosos e vitoriosos.
Cresci ouvindo falar dessa pequena cidade.Aprendi até as gírias do local, o que deixava meu pai todo orgulhoso. Chamava-me de “marathopolitissa” , ou seja, a que nasceu em Marathos.
Na verdade, nasci aqui em São Paulo, pouco após meus pais terem chegado ao Brasil.
        Essa pequena cidade, hoje um centro turístico, com um lindo mar azul e muitos restaurantes e casas noturnas, fica repleta de gente bonita no verão.
Acredito que tenha no máximo uns 2000 habitantes fixos.
Lá quase todos têm algum grau de parentesco e todos são conhecidos por algum apelido(paratsukli).
        Tenho um carinho especial por essa cidade que presenteou com um pai maravilhoso que me deu bases sólidas, cuidou sempre do meu lado intelectual , foi e continua sendo meu anjo da guarda.
Quando resolveu se aposentar, o Xenophon (nome nada grego, não é?) vivia seis meses na Grécia e seis no Brasil. Voltava frequentemente à sua cidade e nos ensinou a amá-la.
Homenageio esse homem e sua cidade num ímpeto de desabafo de saudade.






Vejam um vídeo de Marathopolis





quinta-feira, 11 de julho de 2013

Kotopulo me bamies=Frango com quiabos




Ingredientes:

(Para 4 pessoas)
1 frango inteiro (cortado em segmentos) ou 4 coxas e sobre coxas de frango.
1kg de quiabo, lavado e cortado
2 cebolas grandes, em fatias
4 tomates grandes muito maduros, passarpor um ralador 5-6 dentes de alho, cortados 
1/2 xícara de azeite extra-virgem
1/2 maço de salsinha fresca picada 
 4-5 bagas de pimenta da Jamaica

1.     Lave seus segmentos de frango e tempere bem com sal e pimenta. Cubra o frango com água suficiente para cobrir e deixe ferver. Reduzir para ferver e cozinhe por mais meia hora, roçando a gordura o tempo todo. Retire o frango da panela e coloque na parte inferior de um recipiente de cozimento. Reservamo-nos o estoque.
2.     Em uma frigideira grande, adicione o azeite de oliva, cebola e um pouco de sal e e refogue por 7-10 minutos ou até apenas translúcida. Adicione o quiabo e refogue por 5 minutos. Acrescente os tomates, alho, pimenta da Jamaica bagas e salsa picada e mexa e deixe ferver por 5 minutos.Adicione apenas o suficiente do estoque reservado para cobrir o quiabo. Misture delicadamente.


3.     Despeje o conteúdo da frigideira (quiabo, cebola e tomate) sobre o frango em seu recipiente de cozimento. Tempere com sal e pimenta e coloque no forno pré-aquecido (coberta) por 30 minutos.Tire a tampa e asse por mais 15 minutos. Deixe esfriar por 5-10 minutos e sirva.


Fonte(Blog Kalofagas)



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Hilopites=massa grega


Nesses dias meio nublados ,com chuviscos bem paulistanos, nossa casa nos convida a ficar.
Os aromas do passado invadem nossa memória.
Essa tarde lembrei-me dos “hilopites” .Nome esquisito para uma massinha deliciosa e bem caseira, típica de todos os lares gregos.
Minha filha nasceu prematura e super pequenina.  Pesava apenas 1.920 Kg. Quase que cabia na palma da minha mão.
Com o passar do tempo ,o papú(vovô) que costumava passar 6 meses do ano na Grécia, começou a enviar e trazer pessoalmente, sempre que vinha para o Brasil as benditas “hilopites” que ele mandava fazer para a netinha Katherine. Lá em kalamata,  há umas pequenas fabriquinhas onde você mesmo leva os ingredientes e eles fabricam a massa. Lá ia o Papú  Xenophon, com os ovos frescos e a farinha de melhor qualidade , encomendar o que seria, por um bom tempo, o prato predileto da Katherine. Chegavam através do correio, através de amigos e em mãos.
Transcreverei para vocês uma receita de “hilopites” caseiras:


Essas abaixo são bem artesanais como vocês podem notar:







                                                   As mais industrializadas ficam assim:




Receita simples para Hilopites (cerca de 1 quilo / 4 porções)
( Por Nancy Gaifylia)
Nota: Tal como acontece com todas as receitas de massa, os valores podem variar ligeiramente devido às diferenças em farinha, o tamanho dos ovos, e outras variáveis. Comece com parte de apenas a farinha, a adição de mais, conforme necessário.
4 xícaras de farinha de trigo integral
2 ovos médios
1/3 xícara de leite
1/4 de colher de chá de sal
farinha para polvilhar as superfícies de trabalho e massa

Em uma tigela, comece com cerca de 2 3/4 xícaras de farinha, misture com o ovo eo sal e adicione o leite aos poucos até que a massa não grude nas mãos ou tigela. Adicionar farinha restante conforme necessário.
Para misturar à mão: Comece com 2 xícaras de farinha de trigo em uma tigela ou sobre uma superfície de trabalho. Criar um buraco no meio da farinha e adicione os ovos. Use um garfo para bater os ovos e puxar um pouco de farinha de cada vez. Adicione a farinha restante aos poucos, conforme necessário até que a massa não grude nas mãos. Amasse com as mãos em uma superfície enfarinhada por cerca de 6-8 minutos, até obter uma massa coesa e harmoniosa.
Cubra com um pano de prato e deixe descansar por 20 minutos. Polvilhe a massa com farinha durante a laminação e corte.
Enrole e corte em pedacinhos pequenos, quadradinhos ou maiores, se assim desejar.
Há receitas de “hilopites” variadas mas podem ser apenas fervidas no molho de tomate e ficam deliciosas. Há quem as faça com frango também.
Depois , é só polvilhar um queijo ralado e conferir !



Receita de Hilopites com frango:
Ingredientes:
  • 500 gr. de hilopites
  • 2 cebolas picadas
  • 5 ou 6 tomates pelados ou 
  • tomates maduros descascados
  • 4 colheres de sopa cheias de manteiga
  • Sal
  • Pimenta em grãos
  • 1 pau de canela
  • 2-3 cravos
Modo de fazer:



  1. Um corte de 1,5 kg frango em 8 pedaços.
    Lave o frango e, em seguida tempere com o sal e pimenta. 
  2. Dêem uma dourada nos pedaços de frango numa panela com metade da manteiga e retire com uma escumadeira. 
  3. Coloque o restante da manteiga na frigideira e refogue a cebola picada. 
  4. Adicione novamente as porções de frango, sal, pimenta, tomate peneirado, a canela em pau e um pouco de água e deixe ferver em fogo baixo por 45 minutos.
  5. Quando estiver pronto retire cuidadosamente os pedaços de frango em uma travessa, adicione 4 xícaras de água quente e adicione o macarrão. 
  6. Deixe-os ferver até não absorver o suco sem  e sirva com queijo de cabra duro ralado ou queijo ralado que preferir

  • Duração : cerca de 1 hora







quinta-feira, 4 de julho de 2013

Ice cream bread=Pão de sorvete



Que coisa esquisita não é mesmo????
Meu amigo Dimitris postou essa receita , tirada do blog  "At home with Terri".Achei diferente e resolvi traduzi-la para vocês.Que tal divertirem-se com as crianças fazendo um pão usando sorvete do sabor que desejarem?


Ingredientes:
2 xícaras de sorvete, qualquer sabor, amolecido
1 1/2 xícaras de farinha com fermento

Instruções:
1. Pré-aqueça o forno a mais ou menos 180 graus celcius. Unte a forma com spray ou manteiga e farinha ou alinhá-lo com papel manteiga.
2. Em uma tigela média misture o sorvete e farinha juntos
3Suavize com uma colher
4. Asse por aproximadamente 45 minutos ou até que um palito preso no pão sai com algumas migalhas presas a ele.
5. Retire e deixe esfriar.


A imagem é de um sorvete de pecan - Pode colocar nozes na mistura de pão, mas você pode usar qualquer sabor de sorvete que preferir. Sempre uma experiência divertida, não poderia ser  mais simples do que isso.

Para aqueles que estão coçando a cabeça se perguntando como isso poderia funcionar - vamos considerar que a maioria sorvete é feito de ovos e gordura / leiteColoque  um pouco de farinha com fermento e você tem alguns ingredientes básicos para um produto bake. Basta escolher o aroma do sorvete que parece promissor e ter um fim de semana divertido de experimentação.

Ah, mais uma coisa - os outros perguntaram sobre a farinha com fermento (se não tiver, eles poderiam simplesmente usar farinha regular).Daí teriam que colocar fermento.

sábado, 29 de junho de 2013

"Erros,virtudes-Inveja"




Segundo o filósofo Nietzsche, "As pessoas nos castigam por nossas virtudes. Só perdoam sinceramente nossos erros"
Pensando bem e "filosofando" um pouco isso não deixa de ser verdade.
O contrário do Amor não é o ódio, mas a indiferença. Quem parece nos detestar nutre, no fundo, uma admiração oculta por nós. A inveja funciona da mesma forma. A fúria do invejoso sempre se direciona para um êxito.
Schopenhauer, filósofo que inspirou Nietzsche, afirmou o seguinte a esse respeito: "A inveja dos homens mostra quão infelizes eles se sentem e a atenção constante que dão ao que fazem os demais mostra como sua vida é tediosa".
Isso não quer dizer que não devemos tomar cuidado com os invejosos, que, cegos pela paixão negativa não resolve nada - ninguém reconhece essa disfunção emocional-, o mais sensato é evitar envolver o ivejoso em nossos planos, pois sua tendência inconsciente será tentar nos boicotar.
Quando falamos sobre um projeto promissor a uma pessoa dessas, ela logo trata de apontar as falhas para nos desanimar, para que não sigamos adiante. Por esse mesmo motivo, convém ocultar nossos êxitos sempre que possível. Dessa forma poupamos sofrimento e evitamos a carga emocional negativa que poderia nos atingir.

Depois de ler a esse respeito, percebi que, minha mãe,que nunca leu Nietzsche, sempre esteve certa quando me dizia e, continua dizendo, que não devo comentar sobre meus planos, projetos porque pode entrar "areia" e dar tudo errado.Sábia!rsrsrs.

Por essa e por outras, não custa nada nos munirmos dos nossos amuletos! Escolham e BOCA CALADA!

(fonte:Allan Percy em "Nietzsche para estressados)



Não é à toa que os gregos, desde a antiguidade se protegem com o olho grego.