segunda-feira, 16 de março de 2026

MANJERICÃO (vasilikos em grego) amaldiçoado ou uma benção?


        O manjericão ( vasiliko em grego), é uma planta aromática que os antigos gregos consideravam amaldiçoada enquanto os cristãos a viam como uma planta de cruz e uma grande benção.

Alexandre, o grande, trouxe-o das Indias.

Diz um antigo provérbio "onde cresce manjericão, o mal não cresce".

Esta erva estaria ligada à tradição cristã porque teria crescido no local onde a cruz de Cristo fora enterrada, onde Cristo fora crucificado. É por isto que o manjericão é distribuído nas igrejas na Festa de exaltação da Cruz, em 14 de setembro.

Seu nome científico é Ocimum Basilicum e pertende à família das labiatáceas, sendo também conhecida como erva de São José.

Suas folhas possuem óleos essenciais, responsáveis por seu aroma agradável agradável . Possue propriedades terapêuticas e relaxantes.

O rei das ervas

 Alexandre, O Grande, levou o manjericão para a Grécia quando de sua campanha na Índia. Lá é o país de origem dessa herva que é considerada sagrada pelos hindus.

Hoje em dia há mais de 60 espécies de manjericão.


Conta-se que quando Santa Helena chegou à Palestina para encontrar a cruz de Cristo, viu um arbusto do qual emanava um forte aroma. Interpretou isso como um sinal divino e começou a cavar em sua rais onde, finalmente, encontrou o símbolo sagrado do Cristianismo.

Provavelmente e daí que surgiu o costume cristão de levar manjericão à igreja no dia 14 de setembro, dia da Vigília Pascal.

          Pelo contrário, os antigos gregos consideravam seu forte odor uma maldição. Não a tinham em alta estima pois consideravam-na a planta preferida dos escorpiões, que faziam ninhos sob suas folhas.

Os romanos a consideravam uma poção do amor, os egípcios a utilizavam juntamente com outras plantas no embalsamento e os gauleses em cerimônias de purificação, junto com água da nascente.

         Na Grécia o manjericão é considerado a planta do verão e está associada á boa sorte.


Fonte : mixanitouxronou.gr
 

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Naquela mesa tá faltando ele!


          Meu pai, quando em vida e já aposentado, costumava passar meio ano na Grécia e meio aqui no Brasil. 

Preferia ficar no sítio, no interior de São Paulo. Todo os anos passava essa temporada no Brasil e esse era seu lugar na mesa da varanda do sítio. Essa casa existe há uns 50 anos. Nela meus pais reuniam amigos, minha mãe fazia festas e mais festas sempre pilotando  a cozinha magistralmente.

        Quando estávamos em família, após o almoço todos se retiravam e eu permanecia nessa mesa com meu pai por muito tempo. 

Ele contava histórias , geralmente da Grécia, falava sobre a vida e eu me deliciava. Aprendi muito com ele e as minhas "greguices" têm razão de ser. Falávamos em grego o que me fez dominar o idioma. Agradeço demais a ele por fazer questão de nos ensinar o grego. 

Quando pequena, me ensinava a ler numa cartilha . Esse grego maravilhoso faz uma falta imensa, deixou um vazio. Digo sempre que meu google partiu.

          Passei uns dias com minha filha no sítio e nos deslumbramos com a natureza, com as árvores gigantes. Comparamos com fotos antigas e nos admiramos pois tudo foi plantado pela minha mãe.

Que mãos abençoadas!

Os meus pais partiram dessa vida e acabou aquela vibração que havia por lá. Agora eu e minha filha queremos resgatar tudo isso, aproveitar esse presente precioso que meus pais nos deixaram.

Me deliciei vendo a Katherine, minha filha, sentindo tanto amor pelo lugar, fazendo arrumação na casa, descobrindo memórias, entrando na mata atrás de colher as frutas : mangas, jacas, lichias de árvores imensas  que mais parecem árvores de Natal enfeitadas, carambolas, acerolas etc...

          Foram dias de resgate, de afeto, de lindas memórias.